O QUE ELES ACHAM
- Jaime Lerner (PFL-PR): ‘‘O País necessita de uma reforma tributária que reflita a justiça fiscal e que nos ajude a diluir os problemas entre os Estados. Existem desequilíbrios regionais que precisam ser ajustados para que a guerra fiscal acabe ou, pelo menos, diminua. No momento em que se conseguir isto, tudo se ajustará e a guerra entre os Estados acabarᒒ.
- Esperidião Amim (PPB-SC): ‘‘Faz parte da federação as diferenças e a luta pela conquista de investimentos internacionais. Isto é natural. O erro é que ela não tem parâmetros, limites. Nos lançamos numa guerra fiscal que aproveita muito mais os investimentos externos. Temos que estabelecer limites para os favores e incentivos ao Brasil’’.
- Olívio Dutra (PT-RS): ‘‘A questão da disputa de tributos foi discutida civilizadamente por todos os governadores. Todos concordaram que o atual modelo não é bom. Não teve nenhum que tenha feito elogios à questão tributária atual. Precisamos de um desenvolvimento mais paralelo, levando em conta as diversidades do nosso país. Este ano poderemos avançar mais nisto.’’
- César Borges (PFL-BA): ‘‘As medidas anunciadas por São Paulo não têm qualquer operacionalidade. A sobretaxação de produtos é inóqua. Vai ser muito difícil fazer isto na prática. Tenho a certeza de que nada será feito. Por isto, iremos esperar. Nem eu, nem o Covas iniciamos esta discussão hoje sobre guerra fiscal. Nós debatemos, discutimos e continuamos a pensar as mesmas coisas. Não mudei meu pensamento. Acho que ele também não.’’
- Tasso Jereissati (PSDB-CE): ‘‘Queremos que o equilíbrio seja mantido. Queremos que se chegue a uma discussão profunda sobre o ajuste fiscal para que os problemas entre os estados diminuam. Temos que atuar em três frentes: ajuste de teto dos poderes, rediscussão da dívida dos estados e dos precatórios e aprovação de uma taxa com o aval dos Estados’’.
- Zeca do PT (PT-MS): ‘‘Sou contra. O Mato Grosso do Sul é absurdamente vítima da guerra fiscal. Os frigoríficos sempre chantagearam os governos do nosso Estado, dizendo que se não baixasse as alíquotas, eles iriam se transferir para outros estados. Acho uma loucura que não leva a lugar nenhum.’’ (L.P. e C.M.)

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