O que dizem os investigados
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terça-feira, 11 de setembro de 2018
Rafael Costa/Reportagem Local 
A assessoria de imprensa do ex-governador Beto Richa disse, por meio de nota, que sua defesa ainda não sabia a razão das ordens judiciais proferidas contra o tucano, e que ainda não tinha acesso à investigação. Também em nota, o DER-PR, responsável pelas obras do programa Patrulha do Campo, afirmou que está colaborando com as operações do Gaeco e da Lava Jato, e que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. O órgão informa que o programa estadual, iniciado em março de 2013, foi encerrado em julho de 2015.
O empresário Joel Malucelli, um dos alvos da operação do Gaeco, declarou por meio de nota divulgada à imprensa que as acusações são injustas. O texto diz que o empresário nega qualquer irregularidade e que sempre esteve à disposição das autoridades para esclarecimentos.
"O empresário desde 2012 se desligou das atividades e rotinas da empresa fundada por ele e se encontra na presente data em férias, fora do país, aguardando orientação de seus advogados, que ainda não foram notificados oficialmente sobre a operação", diz a nota. Malucelli nega ter firmado contrato com o Governo do Paraná relacionado às Patrulhas Rurais.
Até o fim da tarde de terça-feira, não havia novos esclarecimentos por parte da defesa do empresário.
O advogado Roberto Brzezinski, que defende Deonilson Roldo, disse ao chegar à sede do Gaeco que ainda não tinha informações sobre a prisão. A reportagem procurou o advogado durante a tarde para obter um novo posicionamento, mas não teve retorno.
Vice de Richa, a governadora Cida Borghetti disse, em nota à imprensa, que não participou de qualquer dos fatos que estão sendo alvos da operação. O texto diz que Cida demitiu o ex-chefe de gabinete Deonilson Roldo e extinguiu a secretaria especial que era ocupada por Ezequias Moreira. A FOLHA não conseguiu contatar as defesas dos demais presos na operação. (R.C.)


