Procurada pela FOLHA, Solange Vicentin – que hoje atua nos Juizados Especiais - informou que não iria se pronunciar porque não tinha conhecimento da posição judicial. Já o advogado Camilo Kemmer Viana, que defende a Kurica, disse que irá apresentar defesa para demonstrar que não houve qualquer tipo de vantagem indevida no processo à empresa ou a promotora. Viana criticou ainda o autor da ação. "Ele não teve nem o cuidado de ouvir os depoimentos do processo administrativo", pontuou. A defesa poderá entrar com um pedido de agravo ao TJ (Tribunal de Justiça) para revogar a decisão. Em abril a empresa entrou com uma representação na Corregedoria do MP contra Thiago Cava. No entendimento da direção, "a ação foi precipitada, além de temerária, irresponsável e frágil".
Em setembro, quando a FOLHA publicou a instauração do procedimento, a promotora afirmou que "jamais se afastou da verdade e dos deveres, principalmente para beneficiar qualquer empresa ou empresário". O teor de repulsa às acusações foi rechaçado nos PADs (Processos Administrativos Disciplinares) abertos no órgão interno do MP. Procurado pela reportagem, Kireeff disse que não comentaria as declarações prestadas à Corregedoria. (colaborou Guilherme Marconi)

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