O primeiro voto a gente nunca esquece
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de outubro de 2008
Thiago Nassif<br> Reportagem Local 
Neste 5 de outubro, dia de eleições municipais, as amigas Ana Vitória Pagan Cardoso e Rayssa Furlanetto têm na ponta da língua o que vão fazer, além de descansar, ir ao cinema e colocar as matérias do colégio e da faculdade, respectivamente, em dia: a dupla acorda cedo e comparece à seção eleitoral para votar pela primeira vez. Sem encanações.
Ana Vitória e Rayssa, que tiraram o título recentemente, já escolheram seus candidatos a vereador e prefeito. Levamos em consideração, além das muitas propostas e dos perfis, o que cada um poderia trazer de concreto à cidade a partir de 2009.
Contrária à lógica de que os jovens têm costume de torcer o nariz ao noticiário político, a dupla acredita e sabe que a política é importante em seu dia-a-dia. Da mesma forma que uma decisão nos Estados Unidos afeta nossa economia, o que o prefeito da cidade vai definir é essencial para a trajetória da cidade, aposta Rayssa, que é acadêmica do primeiro ano
de direito.
Para Ana Vitória, que cursa o terceiro ano do Ensino Médio, os jovens têm cada vez mais acompanhado os episódios e fatos envolvendo a esfera política. Conheço muitos amigos que adoram falar sobre política. O não gostar, acredito, muitas vezes se refere aos políticos e aos atos ilícitos. O importante é que os exemplos ruins, de corrupção, nos levam à discussão e reflexão.
Entre as muitas discussões que pontuam o encontro com mais amigos, Rayssa e Ana Vitória hasteiam a bandeira a favor do voto facultativo, como ocorre nos Estados Unidos. Não somos favoráveis à obrigatoriedade, pois muitas pessoas não têm consciência do que trazem determinados candidatos e mesmo assim são obrigadas a comparecer às seções. Votar por coação é o mesmo que anular o próprio voto. Somos a favor do voto facultativo, mas achamos que todos devem ter consciência de que um voto faz a diferença, expressar sua opinião e que somos responsáveis pelo futuro de nossa cidade, concluem.


