O primeiro Ibope regional indica segundo turno na eleição para o governo
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quinta-feira, 23 de agosto de 2018
Luiz Geraldo Mazza 
Segundo turno
O primeiro Ibope regional indica segundo turno na eleição para o governo, quando se difundia que Ratinho Júnior venceria facilmente no primeiro em função da quebra da polarização com a saída de Osmar Dias. É verdade que sua liderança guarda respeitável distância da governadora Cida Borghetti no placar de 33% a 15%, João Arruda com 5%, Rosinha 3%, Professor Piva 2% e Ogier Buchi, Ivan Bernardo, Priscila Ebara e Jorge Bernardi, todos com 1% . A margem de erro de três pontos percentuais decorre do universo pesquisado de 1.008 eleitores. Surpresa foi o terceiro lugar de Flavio Arns (Rede) para o Senado, com 17%, em disputa polarizada entre Requião (40%) e Beto Richa (30%), prova de que pesou aquela surpreendente vitória pelo PT em 2002 na memória das pessoas.
De qualquer forma, o indicador da sondagem obriga os mais bem classificados a dobrar esforços em suas bases territoriais na perspectiva de ao menos sustentar posições. No governo, mas contida pelas normas reguladoras, Cida tentará capitalizar o que semeou junto às prefeituras, onde compete em condições iguais às de Ratinho Junior no proselitismo da Secretaria de Desenvolvimento Urbano em vários anos. Se funcionar a ligação entre Beto Richa e Cida pode haver um ganho expressivo, pois um depende do outro, apesar dos atritos aparentemente superados.
Foi bom a justiça ter liberado o Ibope, que dois candidatos haviam impugnado, para que os partidos e candidatos, mais os próprios eleitores, contarem com alguma sinalização, isso porque pesquisas divulgadas e depois impugnadas davam a essa intervenção da justiça, ainda que de durabilidade mínima, a característica danosa de "fake news".
Abstraindo a pesquisa, tivemos a surpreendente impugnação em massa de 48 candidatos, dentre eles Beto Richa, Ricardo Barros, o ex-vereador londrinense Boca Aberta e o ex-prefeito londrinense Barbosa Neto. É o sinal do enrijecimento do Ministério Público eleitoral.
Droga
Surpreende o número de apreensões de drogas em toneladas, como tem se dado com maconha, e também os casos de cocaína detectados pela Receita Federal no porto de Paranaguá. Ontem a delegacia especializada, Denarc, apreendeu mil comprimidos de estupefacientes (rebite) em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.
Alvaro na frente
Há a convicção de que a melhor votação de Alvaro Dias (Podemos) se dará no Sul do país, primeiramente no Paraná, onde tem condições de liderar a disputa e postar-se bem em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Seu desempenho nas entrevistas e debates é bom e insiste em esclarecer que não é um cruzado de última hora contra a corrupção, que sempre fez parte do seu discurso tanto de governador como de deputado e senador.
A saída da disputa estadual do seu irmão Osmar Dias foi compensada por apoios que o levaram a tentar uma adesão múltipla de vários postulantes para adensar a sua base eleitoral.
Terceirização
O vereador Serginho do Posto, de Curitiba, quer ouvir uma explicação da terceirizada G5, encarregada da segurança nas escolas e creches com o sistema de alarme monitorado, que vem falhando de forma sistêmica. A Câmara Municipal de Curitiba quer saber por que o sistema vem falhando, na evidência de 346 furtos, com os ladrões, além do vandalismo, levarem equipamentos caros e que obrigam à recomposição.
Brasília e Pernambuco
Em todos os cenários Jair Bolsonaro lidera no Distrito Federal, um dos maiores per capita do Brasil. Já Lula tem 60% em Pernambuco, sua terra natal. O problema do PT é a transferência de prestígio de Lula ao seu regra três, Fernando Haddad. Como 28% afirmam que anulam o seu voto se Lula não concorrer, percebe-se que Marina Silva (Rede) herda 29% de Lula, enquanto Haddad, no cenário de hoje, ficaria com apenas 9%. Vejamos para onde vai os votos de Lula: Marina, 21%, Ciro Gomes, 13%, Haddad, 9%, Bolsonaro, 7%, Alckmin, 7%, Alvaro Dias, 3%, Vera Lúcia, 2%. Detalhes da pesquisa Datafolha.
A reprovação do governo Michel Temer recuou de 82% para 73% de ruim/péssimo.
Preocupação
Um dos riscos da campanha de Geraldo Alckmin é o exame das questões dos trens e metrôs e do Rodoanel. Agora, por exemplo, a Suíça decidiu enviar ao Brasil os dados bancários do ex-diretor da Dersa, Paulo Preto, com quebra de sigilo. Ele é apontado como operador de recursos ilegais do PSDB.
Reforma
Mais um efeito de impacto da reforma trabalhista: processos contra bancos e intermediários financeiros despencaram 62% após a mexida na Consolidação das Leis do Trabalho.
Melhora
Foram gerados 47,3 mil postos de trabalho com carteira assinada em julho, melhor desempenho para o mês em seis anos. Foram abertas 1.210.187 novas vagas e o número de demissões foi de 1.171.868. Até na inércia o Brasil cresce.


