Quais são os direitos que podem ser dados aos autônomos? Sou promotora de vendas e não tenho carteira assinada.
Silmara Paula Carvalho, 21,
promotora de vendas de Cariacica (ES)
Pre­si­den­te Lu­la - Sil­ma­ra, vo­cê tem to­do o di­rei­to, co­mo au­tô­no­ma, de se ca­das­trar pa­ra re­ce­ber co­ber­tu­ra pre­vi­den­ciá­ria. En­tre as me­di­das que to­ma­mos pa­ra que o ­maior nú­me­ro de bra­si­lei­ros te­nha pro­te­ção da Pre­vi­dên­cia, des­ta­co o pro­gra­ma Em­preen­de­dor In­di­vi­dual (MEI), pa­ra os tra­ba­lha­do­res au­tô­no­mos que fa­tu­ram até R$ 36 mil por ano. O pro­gra­ma ga­ran­te aos que tra­ba­lham por con­ta pró­pria os be­ne­fí­cios da Pre­vi­dên­cia, me­dian­te o pa­ga­men­to men­sal de
R$ 56,10 (11% so­bre o sa­lá­rio mí­ni­mo) de con­tri­bui­ção pre­vi­den­ciá­ria, ­mais R$ 1,00 de ­ICMS ou R$ 5,00 de ISS. Com is­so, o au­tô­no­mo pas­sa a ter di­rei­to a apo­sen­ta­do­ria por ida­de, por in­va­li­dez, a sa­lá­rio-ma­ter­ni­da­de e a au­xí­lio-doen­ça. ­Além des­ses be­ne­fí­cios, o tra­ba­lha­dor, ao vi­rar em­preen­de­dor, po­de usu­fruir de cré­di­to com ju­ros ­mais bai­xos e par­ti­ci­par das com­pras dos go­ver­nos fe­de­ral, es­ta­dual e mu­ni­ci­pal. Pa­ra se ca­das­trar, bas­ta en­trar no si­te www.por­tal­doem­preen­de­dor.gov.br, que é o no­vo por­tal do pro­gra­ma Mi­croem­preen­de­dor In­di­vi­dual. Des­de 8 de fe­ve­rei­ro, quan­do en­trou no ar es­te no­vo por­tal, já fo­ram ca­das­tra­das 141.649 pes­soas. Se vo­cê fa­tu­ra ­mais de R$ 36 mil por ano, po­de se ins­cre­ver di­re­ta­men­te na Pre­vi­dên­cia co­mo con­tri­buin­te in­di­vi­dual e pas­sa­rá a ter os mes­mos di­rei­tos.
Por que não criar uma lei para que todos os estudantes das escolas federais, assim que formassem, prestassem um ano
de serviço à população? Assim não faltariam médicos em hospitais estaduais, municipais e outros.
Hudson Américo de Castro Bonaccorsi, 37 anos,
auxiliar administrativo de Divinópolis (MG)
Pre­si­den­te Lu­la - Nós te­mos que ob­ser­var a Cons­ti­tui­ção Fe­de­ral, que, em seu ar­ti­go 206, es­ta­be­le­ce a ‘‘gra­tui­da­de do en­si­no pú­bli­co em es­ta­be­le­ci­men­tos ­oficiais’’. Exi­gir con­tra­par­ti­da se­ria in­cons­ti­tu­cio­nal, por­que o en­si­no dei­xa­ria de ser gra­tui­to. O ­mais pró­xi­mo do que vo­cê pro­põe, que nós te­mos, é o Fun­do de Fi­nan­cia­men­to ao Es­tu­dan­te do En­si­no Su­pe­rior (­Fies), pro­gra­ma de em­prés­ti­mos a es­tu­dan­tes de ins­ti­tui­ções de en­si­no su­pe­rior não-gra­tui­tas. O pro­gra­ma per­mi­te aos for­ma­dos nas ­áreas de edu­ca­ção e saú­de aba­te­rem o em­prés­ti­mo, des­de que tra­ba­lhem na re­de pú­bli­ca. Pa­ra se be­ne­fi­cia­rem do aba­ti­men­to, os oriun­dos de cur­sos de li­cen­cia­tu­ra de­vem ­atuar co­mo pro­fes­so­res da re­de pú­bli­ca, e os de me­di­ci­na, co­mo mé­di­cos do pro­gra­ma Saú­de da Fa­mí­lia. ­Além de re­ce­ber sa­lá­rio re­gu­lar, pa­ra ca­da mês tra­ba­lha­do o for­ma­do tem o di­rei­to de aba­ter 1% da dí­vi­da. A par­tir des­te ano, a ta­xa de ju­ros, que era de 6,5% ao ano, bai­xou pa­ra 3,4% pa­ra to­dos os cur­sos, in­clu­si­ve pa­ra o sal­do de­ve­dor dos con­tra­tos já fir­ma­dos. E o pe­río­do de ca­rên­cia pas­sou de 6 pa­ra 18 me­ses ­após a for­ma­tu­ra. Ao to­do, já fo­ram be­ne­fi­cia­dos com o fi­nan­cia­men­to 562 mil es­tu­dan­tes.
O Aeroporto de Congonhas-SP está rodeado de casas e prédios. Por que o governo não compra um quilômetro em torno do aeroporto de Congonhas e amplia, não apenas as pistas, como promove a criação de áreas maiores de
refúgio e escape em casos de emergências?
Edson Batista de Paulo,
Rio de Janeiro (RJ)
Pre­si­den­te Lu­la - Ed­son, as ­áreas de es­ca­pe já exis­tem com o com­pri­men­to ne­ces­sá­rio a uma boa mar­gem de se­gu­ran­ça: são 300 me­tros (150 me­tros em ca­da ex­tre­mi­da­de). Quan­do ­elas fo­ram im­plan­ta­das, em 2007, hou­ve a ne­ces­si­da­de de se en­cur­tar a pis­ta de pou­so e as em­pre­sas aé­reas pre­ci­sa­ram adap­tar ­seus ­aviões a nor­mas ­mais res­tri­tas. A adap­ta­ção foi so­bre­tu­do em re­la­ção ao ti­po e ao pe­so das ae­ro­na­ves, in­cluin­do nú­me­ro de pas­sa­gei­ros e vo­lu­me de com­bus­tí­vel. O nú­me­ro de pou­sos e de­co­la­gens foi re­du­zi­do de 48 por ho­ra pa­ra 34 (30 de ­vôos re­gu­la­res e 4 de não-re­gu­la­res). To­das es­sas me­di­das fo­ram to­ma­das, em­bo­ra as in­ves­ti­ga­ções te­nham con­cluí­do que a pis­ta não con­cor­reu em na­da pa­ra o aci­den­te com o ­avião da TAM, em 2007. A cau­sa prin­ci­pal foi a po­si­ção in­cor­re­ta de um dos ma­ne­tes, por er­ro hu­ma­no ou por fa­lha do soft­wa­re. Na bus­ca de me­lho­rar ain­da ­mais a se­gu­ran­ça, se­rá inau­gu­ra­da em pou­cos me­ses uma no­va tor­re de con­tro­le em Con­go­nhas, com no­vos e mo­der­nos equi­pa­men­tos.

mockup