''O povo vai me consagrar nas urnas em 2002''
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sexta-feira, 18 de maio de 2001
Luiz Francisco Agência FolhaDe Salvador 
A cinco dias da votação no Conselho de Ética que vai decidir o seu futuro político, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL) disse ontem que os baianos vão consagrá-lo nas urnas em 2002. Minha consagração será uma resposta àqueles que não acreditam na força da Bahia, disse o ex-presidente do Congresso, em um rápido discurso durante a inauguração do Centro de Assistência aos Profissionais de Transportes, em Feira de Santana.
ACM se emocionou e fez os empresários chorarem ao falar do filho Luís Eduardo Magalhães, que morreu em abril de 1998. Vocês podem imaginar, neste momento, a falta que ele me faz. Se Luís Eduardo estivesse vivo, eu não estaria nesta situação. Meu filho tinha competência e habilidade suficientes para impedir que o seu pai fosse vítima do maior linchamento da história política do Brasil, disse.
Muito aplaudido pelos empresários, Antonio Carlos Magalhães voltou a descartar a possibilidade de renunciar ao mandato. Penso em ser senador ou governador em 2002, mas não penso em renúncia.
ACM não quis falar sobre as decisões que pretende tomar até o vencimento do prazo de revisão do relatório do senador Saturnino Braga, solicitada pelo senador Paulo Souto. Os próximos passos eu saberei a partir da próxima quarta-feira. A Bahia está comigo, é isso que importa. ACM voltou a dizer que não cometeu nenhum pecado para ser cassado. Às vezes, me pergunto qual tem sido o meu pecado. Será que estou sendo perseguido por que apontei os corruptos? Será que foi por que lutei para reduzir a pobreza ou para reajustar o salário mínimo?.
O senador baiano disse também que está sendo prejulgado e sofrendo os efeitos de manobras políticas adversas por causa da sua atuação nacional contra a corrupção. Nunca vi coisa igual no Brasil para tirar alguém que sempre defendeu a moralidade pública e administrativa e não se curva a quem quer que seja em defesa dos interesses da Bahia. Somente o povo da Bahia pode tirar o meu mandato, porque ninguém pode tirar o mandato de um homem sério e honesto que sempre lutou pela moralidade no País, afirmou.


