Curitiba - Em discurso muito parecido com o que deu da última vez em que esteve no Paraná, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, garantiu ontem que, se eleito, irá "escancarar" as portas e janelas do Palácio do Planalto ao Estado. "A Dilma passará para a história como a presidente que permitiu, por questões políticas e mesquinhas, que o Estado e o povo do Paraná fossem punidos ao longo desses últimos anos", criticou.
Acompanhado do governador Beto Richa (PSDB) e do senador Alvaro Dias (PSDB), que disputam a reeleição, o senador participou de evento de campanha no Expotrade Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Segundo ele, na gestão da petista houve uma "ação deliberada" de bloqueio de recursos, de dificuldade de liberação de financiamentos ao governo estadual, enquanto Estados "amigos do rei ou da rainha tinham facilidade". "Vamos refundar a federação no Brasil", afirmou.
Desde o início da corrida eleitoral, essa foi a terceira visita do presidenciável ao Paraná, onde ele está tecnicamente empatado com Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB). No dia 2 de agosto, o ex-governador de Minas Gerais caminhou pela Rua XV de Novembro, centro da capital, também ao lado de Beto e Alvaro. Depois, no dia 5 de setembro, esteve com apoiadores em Cascavel. "Estava na nossa programação voltar ao Sul nesta reta final para agradecer o empenho dos companheiros, que nos têm dado uma possibilidade de crescimento muito grande na região", disse.
Conforme a última pesquisa Ibope, Marina e Dilma possuem 29% das intenções de voto dos paranaenses, enquanto Aécio tem 28%. Apesar do desempenho melhor do que o apresentado nacionalmente, o senador não consegue atrair todos os eleitores do governador, que segue com 47%, contra 30% de Roberto Requião (PMDB) e 12% de Gleisi Hoffmann (PT). "Se eu puder pegar um pouco do Alvaro e do Beto para crescer ainda mais, podem ter certeza que eu farei. Política é solidariedade, é time."

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