"O Paraná é um Estado muito seguro"
Dorico da SilvaMais pertoCândido, no segundo período à frente da Segurança do Estado: a população precisa ver a Polícia e ter sensação de proteçãoEle iniciou a carreira pública muito cedo, aos 22 anos, como chefe de gabinete do presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, em 1962, vindo da presidência de grêmios estudantis. Em seguida, chefiou o gabinete do secretário da Educação no primeiro governo Ney Braga. O gosto pela política foi a orientação principal de Cândido Manoel Martins de Oliveira, advogado, 58 anos, paranaense de Clevelândia, que gosta de atirar e ter armas, para colecionar ou para portar. A segunda situação é apropriada para o cargo de secretário de Segurança. Candinho foi secretário da Educação e Cultura duas vezes, numa das quais ajudou a criar as Universidades de Londrina, Maringá e Ponta Grossa, em 1959. Com Paulo Pimentel, foi chefe da Casa Civil. A lista não pára: deputado
estadual, procurador, conselheiro e presidente do Tribunal de Contas duas vezes, secretário de Segurança de Jaime Lerner duas vezes e uma da Casa Civil. Eu sou um repetente, compara. O exercício político é permanente, diz. Nós fazemos política tanto na vida pública como na particular. Eu considero política o exercício do relacionamento humano, agradável, educado e ético. Para Candinho, os crimes mais difíceis de solução são os de encomenda, os de atentado, porque são planejados. Ele próprio já foi vítima de um, em que seu carro foi atingido há quatro anos, em Curitiba. O inquérito ainda está em aberto. Disseram que foi o MST. Mas eu nunca os acusei, contesta. Em Londrina, na quinta-feira passada, Candinho concedeu a seguinte entrevista:
Egidio Brizola,
Paulo Ubiratan
e Nelson Capucho





