A chefe da 17 Regional de Saúde, Djamedes Garrido, mostrou preocupação com relação a continuidade do serviço de plantões a distância, que foi suspenso pela Prefeitura no início do mês. A médica afirmou que a administração ainda não apresentou soluções efetivas de como solucionar o problema após o fim do repasse.
''Depois dos três meses (de situação de emergência) o governo não irá mais mandar o auxílio. Como Londrina está em gestão plena, o município tem que se organizar pra não haver descontinuidade do serviço, depois desse período'', afirmou.
Djamedes declarou que não concorda com a situação de emergência decretada pela Prefeitura. ''Eu vejo que o município teve um tempo de se adequar, de tomar as medidas necessárias. Independente de ter havido o desvio, não houve uma adequação. O Conselho (de Saúde Municipal) deixou claro - isso consta das atas das reuniões - que nesses seis meses, de termos de parceria, eles deveriam ter tomado medidas para garantir a continuidade dos serviços. As lotações acontecem hoje, por falta desse planejamento.''
A médica alertou ainda, para o fato de que o convênio que o Consórcio de Saúde Intermunicipal do Médio Paranapanema (Cismepar) tem com uma empresa, que fornece os plantonistas para atender as regiões Sul e Norte da cidade, está quase no fim. De acordo com Garrido, a contratação deve se encerrar no próximo mês. ''O convênio do Cismepar com o Estado continua normalmente, o repasse vai continuar sendo feito. Os plantões não vão parar. Só é preciso ver agora como será feita a contratação desta nova empresa para abastecer o Cismepar. Essa é outra medida que tem que ser analisada o mais rápido possível'', afirma. (V.Z.)

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