O LEITOR ESCREVE
Cidadania
No domingo, dia 25, centenas de pessoas organizadas em grupos estavam debruçadas sobre a quadra de esportes do ginásio Moringão, em Londrina.
Pouco a pouco percebia-se que dentro dos grupos havia pessoas explicando e ensinando com entusiasmo e a maioria atentas e ajoelhadas ao lado de dezenas de bonecos, aprendendo com grande alegria e animação.
Eram médicos especialistas em Medicina de Emergência vindos dos Estados Unidos, de outros estados brasileiros e, principalmente, de Londrina, orientando e ensinando representantes da comunidade a prestarem o socorro de emergência no momento e no local que estiverem, mantendo a vida enquanto não chega a assistência especializada (Siate).
Como o próprio slogan da campanha indica ''Tempo é vida'' estes minutos que separam o início do mal estar súbito até a chegada do Siate são cruciais.
A atenção desses profissionais, verdadeiros cidadãos, está voltada para a segurança de gente que nem conhecem, de pacientes que não lhes trarão benefícios ou vantagens pessoais, com pessoas com quem terão contato só numa eventualidade, ainda assim uma única vez em situação de emergência e que dificilmente se encontrarão novamente.
Parabéns ao doutor Manoel Fernandes Canesin, presidente da Sobramed do Paraná, e a toda sua equipe, especialmente às doutoras Lucienne Cardoso e Cíntia Crion, organizadoras do evento, pela iniciativa e grande entusiasmo.
Parabéns aos médicos vindos de outros países e de outros estados do Brasil, pelo desprendimento. Parabéns ao doutor Cláudio Camacho Biazin, diretor-superintendente do Hospital Universitário Norte do Paraná; ao doutor Lúcio Tedesco Marchese, diretor do HUTEC; ao doutor Silvio Fernandes da Silva, secretário de Saúde de Londrina; ao doutor Pedro Garcia Lopes, presidente da Associação Médica de Londrina; ao doutor Antonio César Marson, diretor do Siate. Parabéns pela assunção da responsabilidade, pelo engajamento, pelo exercício da cidadania.
Parabéns também aos hospitais e empresas que apoiaram e patrocinaram este evento que sem dúvida alguma interessa a toda comunidade e beneficia a cada um de nós, a cada membro de nossa família.
- OZIEL TORRESIN DE OlIVEIRA E EDSON TAKAKI, médicos, Londrina.
A lei e o fato
Atualmente, os cidadãos estão discutindo constantemente sobre os problemas que atingem nossa nação, a violência, a lentidão do Judiciário, o caos econômico, a crise energética, a pobreza, e vários outros que possuem a mesma grandeza. Em contrapartida, este estado de insatisfação popular é um cenário propício à classe política, principalmente a parlamentar, ''maxime'' em véspera de eleições.
Tal classe, esquecendo-se até que em sua maioria apóia o Executivo, critica esse poder (o Judiciário), propondo formas legislativas ''mágicas'' para resolver os problemas nacionais. Os problemas de insegurança e pobreza são enfrentados com leis abundantes, maiores recursos para estas áreas, sendo tais anúncios motivos de entrevistas e discursos, mas as verbas nunca são liberadas e não se efetivam os programas sociais.
Quanto às crianças e adolescentes, existem leis que tutelam essa classe mais indefesa, devendo frisar em especial o Estatuto da Criança e do Adolescente, obra legislativa maravilhosa. Porém, sendo constantes os atos de violação de seus direitos, não existindo políticas educacionais apropriadas para a mesma.
Como se resolveriam os problemas de nossa nação? Estes se resolvem não através de leis mas sim através de ações materiais. De nada adianta leis que destinem recursos às polícias se estas não os receberem, se não forem contratados policiais, com salários dignos. De nada adianta um agravamento das penas se os criminosos não forem efetivamente presos e, o sendo, se não forem recuperados. De nada adianta uma reforma processual, com vistas a por termo a morosidade da Justiça, se não existirem maior número de juízes e promotores e uma maior estrutura destes órgãos.
Em verdade, somente através de ações executivas, materiais, que derivam de investimentos, incentivos não só públicos como privados, é que conseguiremos mudar esta nação, não através de leis. Para quem pensa de outra forma, acreditando que as leis podem solucionar os problemas dos povos, proponho a criação de uma única lei, que entendo resolver os problema de nossa nação: Art. 1º Não existe desigualdade social e pobreza, instaura-se a felicidade geral. Art. 2º Revogam-se as disposições em contrário. O melhor seria utilizarmos de uma medida provisória, editada antes da Emenda Constitucional que as limita, tendo em vista a possibilidade de reeditá-la interminavelmente, pois é matéria de extrema relevância e urgência.
- RAPHAEL OTÁVIO BUENO SANTOS, universitário, Londrina
Pitbull
Com o horário de verão vigorando, no Zerão as pessoas se encontram para, além do lazer, se dedicar à prática de exercícios físicos, malhação, no afã de modelarem seus corpos para exibição nos balneários e praias durante a temporada de férias.
Surpreendentemente, entre os frequentadores desses espaços de lazer, ultimamente, tem-se visto mais comumente uma tribo de condutores de pitbull, cães sem focinheira e sem apetrechos para limpeza de seus dejetos.
É sabido de todos que os opostos se atraem. O instinto agressivo e o terror gerado pela simples presença do cão indica haver do outro lado do elo de ligação, fragilidade, insegurança, falta de aceitação, solidão, entre outros problemas, por quem o conduz.
Não bastasse o animal (geralmente treinado para isso) ter o instinto extremamente agressivo, de tanta exposição na mídia, tais fatos são explorados pelos programas de televisão e em especial os programas de humor.
É certo que providências devem de imediato ser tomadas no sentido de se evitar em nossa cidade ataques de cães pitbulls a pessoas indefesas. Os poderes públicos devem ser questionados e providências cobradas.
- ROBERTO TEIXEIRA E CARLOS A. SALGADO, Londrina
Esclarecimento
Diferente do que foi grafado na primeira página e no texto do caderno Cidades, da edição da Folha do dia 1º de dezembro, o órgão que manteve a condenação do advogado de Londrina Antonio Carlos de Andrade Vianna e de sua esposa, Silvana Aparecida Pedroso, foi o STF (Supremo Tribunal Federal)
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