Curitiba - O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), que também comanda o PSDB no Estado, disse que a decisão de se manter na base de apoio ao presidente Michel Temer (PMDB) se deu em função da "unidade partidária". Ele e o governador Beto Richa (PSDB) participaram da reunião da comissão executiva da sigla em Brasília, na noite de segunda-feira (12), que se estendeu até por volta da meia-noite, ao lado dos quatro ministros do partido, de deputados, senadores, governadores e prefeitos de capitais.

"Em toda e qualquer decisão, mesmo existindo divergências internas, ao final a unidade partidária será prioridade. E, nesse momento, o importante é pensar no País. O PSDB é o partido que tem a possibilidade de dar sustentação às decisões de Brasília, principalmente as reformas que tanto são hoje condição imperiosa para que o Brasil retome seu caminho de crescimento. O PSDB permanecerá dando apoio ao presidente. A partir das reformas, se os fatos que vierem a acontecer mostrarem que não há condições de continuar [na base], nos reuniremos novamente. Mas a unidade partidária está firmada", afirmou.

Ele também comentou a situação envolvendo o senador Aécio Neves (PSDB-MG), afastado do mandato em maio pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). "Existe internamente, lógico, uma solidariedade ao senador Aécio, porque não podemos condená-lo sem primeiro termos uma condição de análise pela Justiça. Quem tomará a decisão, se ele é culpado ou inocente, é a Justiça." De qualquer forma, Traiano contou que a tendência é mesmo antecipar as eleições internas do partido já para este ano. O senador senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) segue no comando interino da sigla.

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