O grande alvo
O governo do Estado vai ser o grande alvo das críticas nas eleições de 6 de outubro. Pelo menos é o que se espera de quatro dos seis principais candidatos à sucessão de Jaime Lerner. Roberto Requião (PMDB), através de seu fiel-escudeiro Caíto Quintana, começou batendo na prorrogação por mais cinco anos dos contratos de exploração do transporte intermunicipal, um dos mais rentáveis na economia do Estado. Padre Roque Zimmermann (PT) está criticando as tarifas de ônibus na Capital, administrada pelo prefeito Cassio Taniguchi, do time do governador. Rubens Bueno (PPS) vai pegar pesado na questão da privatização da Copel, operação abortada diante da pressão popular. E Giovani Gionédis (PSC) pretende usar as informações que tem enquanto ex-secretário de Fazenda para dizer ao eleitorado que o atual governo não teve coragem de fazer uma reforma administrativa radical.
ESTRATÉGIA - De Beto Richa (PSDB) e de Alvaro Dias (PDT) não devem vir ataques contundentes. Do filho do ex-governador José Richa por razões óbvias. Oficialmente, Beto é o candidato de Lerner ao governo. De Alvaro, por uma questão aparentemente estratégica, de não ataque ao inimigo, interpretada por alguns analistas como prova de que há um acordo branco com o governador.
DEDO - A saída de Fabiano Braga Cortes, da Usina de Itaipu para o comando de campanha de Beto Richa, tem o dedo de José Richa e anuência de Euclides Scalco, ex-diretor brasileiro da binacional. Braga Cortes e Richa são amigos antigos e a adesão, em tese, dá densidade ao staff de Beto.
CAIXA 2 - A bancada de oposição ao prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), não pretende largar o osso. Tendo chance, vai pegar pesado com a história de caixa 2 na campanha de 2000, pela reeleição. Meta: vincular o escândalo, investigado pela Polícia Federal e Ministério Público, à campanha de Beto Richa, eleito em 2000 vice-prefeito da Capital.
CADA MACACO...- Osmar Dias (PDT) já disse que não faz campanha casada com o outro candidato do grupo ao Senado, deputado Tony Garcia (PPB). Além da incompatibilidade de gênios, o rancor não passa. Garcia, quando ainda apostava em coligar-se com o PSDB de Beto Richa, usou o programa do PPB na tevê para detonar os senadores do Paraná, que, na sua opinião, marcaram ''gols contra ao Paraná''. Dentre os goleadores, Garcia incluía Osmar.
...NO SEU GALHO - Não se dão bem, mas também não farão campanhas um contra o outro na eleição, pelo menos é o que Alvaro Dias (PDT) espera para não abrir mais dissidências no grupo. Na convenção estadual do PDT-PPB, Garcia pediu desculpas publicamente a Osmar, o que melhorou a convivência entre os dois. Não esperem, porém, a complacência de Osmar com Luciano Pizzatto (PFL), outro concorrente ao Senado.
OLIGOPÓLIO - Os governistas achavam que a aprovação na surdina iria passar despercebida, mas o PMDB alertou para a prorrogação de contratos, por mais cinco anos, no setor de transporte intermunicipal, está na iminência de se concretizar. Apesar de ninguém falar em cifras, o setor, que está há anos nas mãos de 40 empresas em média, é um filé mignon.
PERGUNTINHA - E o empresariado do Paraná vai com quem nestas eleições?
Leandro Donatti e sucursais
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