O grampo no BNDES
Cronologia da crise do grampo no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)
- 1) 29 de julho
Leilão de privatização do Sistema Telebrás. Doze holdings de telefonia são vendidas por R$ 22,06 bilhões
- 2) 8 de novembro
O jornalista Élio Gaspari, na Folha de S.Paulo e em O Globo, e a revista Época relatam que houve o grampo em telefonemas de Luiz Carlos Mendonça de Barros e André Lara Resende
- 3) 8 de novembro
O chefe da Casa Militar, general Alberto Cardoso, diz que não vai encaminhar a investigação do caso para outras instâncias
- 4) 10 novembro
Luiz Carlos qualifica a escuta telefônica de espionagem industrial e crime organizado
- 5) 12 novembro
O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, pede à Polícia Federal a abertura de inquérito para apurar a autoria e a materialidade da escuta telefônica na sede do BNDES
- 6) 15 novembro
A) A revista Veja revela os principais trechos das conversas. Fica claro o interesse do ministro e do presidente do BNDES em que o Banco Opportunity - de seu amigo Pérsio Arida - vencesse o leilão da Tele Norte-Leste
B) Lara Resende, no Rio, nega estar demissionário
C) De Nova York, Luiz Carlos diz o grampo foi feito por pessoas interessadas em prejudicá-lo
D) A revelação do teor das gravações afeta a criação do Ministério da Produção, prometido a Luiz Carlos
- 7) 16 novembro
A) O ministro diz que, em sua opinião, o empresário Carlos Jereissati teria sido o responsável pelo grampo. Jereissati é empresário, do Grupo La Fonte, cujo consórcio venceu o leilão da Tele Norte Leste
B) Cresce a pressão de aliados do governo para que os dois saiam. Principalmente os pefelistas, que não queriam ver Luiz Carlos alçado ao Ministério da Produção
C) O Ministério das Comunicações emite uma nota oficial sobre a condução do processo de privatização. A nota diz que as conversas divulgadas pela revista Veja são editadas e não mostram conversas do ministro com os outros consórcios, apenas com o liderado pelo Banco Opportunity
- 8) 17 de novembro
O ministro diz que quer depor no Congresso
- 9) 18 de novembro
Ao deixar Nova York, Luiz Carlos diz que, caso seja convocado pela PF, dirá quem está por trás da divulgação das fitas
- 10) 19 de novembro
O ministro depõe por mais de quatro horas no Congresso. Ele afirma que tinha uma preferência pessoal pelo consórcio controlado pelo Banco Opportunity na privatização da Tele Norte Leste. Ao final do depoimento, ele pede demissão a FHC, que a recusa
- 11) 21 de novembro
A) A revista Época traz uma transcrição mais completa das conversas b) Lara Resende recebe em sua casa, em São Paulo, Luiz Carlos. Eles reúnem-se por mais de duas horas de decidem pedir demissão em caráter irrevogável
- 12) 22 de novembro
A) Luiz Carlos e Lara Resende viajam a Brasília. Reúnem-se à noite por quase cinco horas com o presidente FHC e acertam a saída do governo
B) José Roberto, secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior e irmão de Luiz Carlos, também participa do encontro com FHC e pede demissão.





