Os vereadores de Londrina que disputaram as eleições deste ano não arrecadaram apenas doações em dinheiro em suas campanhas, mas também as chamadas doações estimadas, que são serviços ou bens doados diretamente, como combustível, empréstimo de veículo ou serviços advocatícios.

O vereador Padre Roque (PR) disse ontem que embora o montante de gastos com sua campanha tenha sido de R$ 144,3 mil, o valor efetivamente arrecadado em dinheiro foi de R$ 70 mil, menos da metade do montante. Os outros R$ 74,3 mil são valores estimados de bens emprestados ou serviços prestados. "A Justiça Eleitoral exige que a prestação de contas inclua até os carros usados na campanha. No meu caso, o meu carro entrou na prestação com seu valor integral, que é de R$ 35 mil", afirmou. "Então, o gasto real, de fato, foi muito menor", pontuou. A explicação ocorreu após publicação de reportagem, na edição de ontem da FOLHA, sobre o custo da campanha dos vereadores.

Os valores contabilizados pelos vereadores de Londrina que disputaram as eleições deste ano também contêm valores estimados. No caso de Lenir de Assis (PT), R$ 29,1 mil dos R$ 158 mil gastos são em valores estimados. Gustavo Richa (PHS) juntou em valores estimados R$ 34 mil de um montante de R$ 148,9 mil; Rony Alves (PTB), R$ 6,9 mil de 68,3 mil; Emanoel Gomes (PRB), R$ 40 mil de R$ 67,4 mil; Gaúcho Tamarrado (PDT), R$ 21,7 mil de R$ 38,2 mil; Júnior dos Santos Rosa (PSC), R$ 4,2 mil de R$ 12,5 mil.

O vereador Mário Takahashi (PV), que disputou uma vaga na Câmara Federal, arrecadou em valores estimados R$ 37,8 mil de R$ 261 mil.

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