Embora Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) tenham sido os protagonistas do debate da Rede Massa, o candidato ''nanico'' Luiz Felipe Bergmann (PSOL) também colaborou para esquentar o encontro, ao atirar para todo lado. No quarto e último bloco, Bergmann concluiu que o debate foi como ele esperava, ''um teatro'' entre ''os dois representantes legítimos do grande capital'': ''O cowboy e o playboy quase se pegaram aqui'', disse Bergmann, provocando risos na plateia do local.
Mas, para o candidato do PSOL, Beto e Osmar não pertencem a lados opostos e defenderiam os mesmos interesses. Durante o debate, Bergmann chegou a sugerir que Beto deveria ter saído como vice de Osmar. ''Eles foram aliados até bem pouco tempo'', destacou ele.
O discurso do ''nanico'' foi aproveitado por Osmar, que afirmou que Beto tem ''copiado'' suas propostas. ''Aí ele coloca na TV e começa a confundir as pessoas'', disse o pedetista. ''Não tenho dificuldade em reconhecer o que é bom. Tudo que tiver de bom, vou manter e ampliar'', respondeu Beto, em referência a programas sociais do governo Lula (PT) e Requião (PMDB), que apoiam Osmar.
Já o candidato do PV, Paulo Salamuni, se manteve neutro na briga na maior parte do tempo. Apenas já nas considerações finais, ao tratar de incoerências partidárias, ele falou de ''constrangimento absoluto nos dois chapões que se formaram''.
Salamuni voltou ainda a levantar a bandeira contra a corrupção na Assembleia Legislativa do Estado, tema frequente da sua campanha eleitoral. ''O PV foi o único que entrou com um pedido de cassação (do comando do Legislativo)'', repetiu ele.(C.S.)

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