O colapso do Badep
Justificando a liquidação do Badep, em seu governo, Alvaro Dias afirmou que o banco era ''inviável em função de projetos mal-sucedidos, aprovados em razão do apadrinhamento político, e só servia alguns interesses e não o interesse do Estado''. Ressaltou que ''duas dívidas fundamentais quebraram o Badep: a da Prefeitura de Curitiba, que até então nunca havia sido paga, e a do Grupo Atala''. Sem o banco, o governador Roberto Requião transferiu a dívida da Prefeitura quase integralmente para o Estado, segundo depoimentos no livro ''Governadores do Paraná'', de Enéas Faria e Sylvio Sebastiani.
''Um endividamento tão pesado que só foi resolvido quando eu era governador e o [Jayme] Lerner prefeito'', rememorou Requião. ''Sabendo das dificuldades que a Prefeitura tinha e embora o Lerner fosse meu adversário político, fiz com que o Estado do Paraná ajudasse a cidade de Curitiba e absorvesse grande parte da dívida da Cidade Industrial.''
Em 2007, a dívida havia atingido R$ 253,8 milhões e o governador Requião anunciou que a cobraria judicialmente, o que não aconteceu. O prefeito da Capital era seu adversário político, Beto Richa. Requião também anistiou a dívida de seis municípios da Região Metropolitana de Curitiba de mais de R$ 700 milhões ao Fundo de Desenvolvimento do Estado em 2009. Do total, R$ 403 milhões eram da Prefeitura de Curitiba. (W.S.)





