''O caminho é a fiscalização'', diz economista
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de setembro de 2001
De Curitiba 
A oposição na Câmara dos Vereadores e entidades de classe defendem o acompanhamento das metas do plano plurianual e do orçamento. ''O caminho é a fiscalização, para garantir o cumprimento das projeções'', disse o economista Luiz Eduardo Sebastiani, representante no Paraná do Conselho Federal de Economia (Cofecon) e membro do Fórum do Orçamento de Curitiba.
''Uma coisa é a prefeitura ouvir as sugestões da população e outra é acatá-las'', emendou o vereador Tadeu Veneri (PT). Ele disse que vai fazer uma análise cuidadosa do plano nos próximos dias, para ter uma idéia mais exata do que a administração municipal determinou no texto.
No caso específico da segurança, Sebastiani defende a integração de ações entre o governo do Estado e prefeitura, com o objetivo de obter resultados mais concretos. ''Segurança é dever do Estado. Nesse sentido, é fundamental uma articulação entre governos estadual e municipal'', opinou. O economista lembrou que os tótens postos de policiamento instaladas em algumas regiões da cidade com o objetivo de coibir a violência foram montados através de parceria entre Estado e município. ''Não teve o retorno esperado''. Ele defendeu que os instrumentos devem ser mais preventivos do que repressivos.
Veneri disse que a prefeitura não pode gastar mais com Comunicação Social do que com Habitação. Ele criticou ainda o comprometimento do município com dívidas. Segundo a oposição, são R$ 700 milhões. Pelos cálculos da prefeitura, o número fica próximo a R$ 400 milhões (o restante representa dívida de mutuários com a Cohab).
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR) pede mais recursos para a habitação popular. O prefeito Cassio Taniguchi esteve reunido com os empresários da construção civil em agosto e assegurou na ocasião que a Cohab terá mais recursos, mas continuará atendendo o público de até três salários mínimos.(M.D.)


