O caminho do voto
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 03 de outubro de 2008
André Amorim<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O momento do voto dura poucos segundos. Seis toques para vereador, três para prefeito e está concluída a participação do cidadão no processo eleitoral. O que muitos não sabem é que para proporcionar essa agilidade existe todo um trabalho prévio para garantir a eficácia e a transparência do processo.
Sessenta dias antes do pleito, representantes dos partidos conferem na Justiça Eleitoral a integridade do software que será utilizado durante as eleições. Até vinte dias antes da eleição, as urnas são carregadas com os programas e testadas. Cada equipamento é alimentado com as informações específicas da seção onde será utilizado, com o nome dos eleitores e dos candidatos. Na ocasião é inserido um disquete que receberá as informações dos votos e em seguida as urnas são lacradas. Esse processo é acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, Ministério Público e partidos políticos.
Após o encerramento da eleição, as urnas imprimem o boletim de urna com o resultado das respectivas seções. Uma cópia desse documento fica na seção, uma cópia vai para a junta eleitoral e outras ficam com os fiscais dos partidos.
Em seguida o disquete com as informações dos votos é retirado das urnas e inserido em um computador que irá transmitir esses dados através de uma linha de dados criptografada até o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Em Curitiba essa transmissão é feita nos próprios locais de votação, em outras localidade, os disquetes muitas vezes precisam ser transportados fisicamente até o TRE. Toda a transmissão conta com a assinatura digital de cada urna, o que impede que as informações das seções sejam trocadas.
Ao chegarem no TRE as informações passam por um sistema de gerenciamento que faz a soma dos votos. Algumas horas depois o resultado é revelado.


