Curitiba - O Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) já instaurou inquérito policial que pretende avaliar se os aumentos das tarifas do pedágio no Paraná podem ser classificados como crimes contra a ordem econômica. O inquérito foi solicitado pelo secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari, baseado em uma sentença da juíza Cláudia Cristofani, da Justiça Federal de Curitiba. Na sentença, a juíza negou um reajuste pretendido pela concessionária Rodovia das Cataratas, que segundo ela poderia onerar em demasia o custo para os motoristas se deslocarem no trecho.
O delegado Sérgio Sirino informou que o Nurce irá pedir auxílio à Procuradoria-Geral do Estado e à secretaria estadual de Transportes para investigar o tema. ''É um tema técnico, e precisamos de pessoas qualificadas para investigar as planilhas das concessionárias. Paralelamente a isso, teremos o trabalho dos policiais, que irão verificar se os custos declarados pelas concessionárias estão amparados na realidade. Iremos verificar se existem indícios de superfaturamento que poderiam estar majorando indevidamente as tarifas'', afirmou Sirino.
A briga do governo estadual contra o pedágio teve início em 2003, após a posse do governador Roberto Requião (PMDB). De lá para cá, o governo tentou diversos artifícios para evitar os reajustes anuais das tarifas, mas enfrentou derrotas sucessivas na Justiça. Na quarta-feira, amparada em uma liminar, a concessionária Caminhos do Paraná aumentou em 42,86% a tarifa em quatro das cinco praças que controla.
A única praça que manteve os preços antigos foi a da Lapa, onde a promotoria de Justiça local obteve uma liminar evitando a majoração da tarifa de R$ 4,10 para R$ 5,90.

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