Números agradam Geraldo Alckmin
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
Jander Ramon<br>Agência Estado 
São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pré-candidato pelo PSDB à Presidência da República, disse ontem ter recebido com ''muita satisfação e otimismo'' o resultado da pesquisa CNT/Sensus, que o posicionou com 17,4% das intenções de voto no primeiro turno. Ele avaliou que a pesquisa deve ser recebida com humildade pelos presidenciáveis. ''É vestir as sandálias da humildade, sem salto alto, porque eu já vi muito político vestir salto alto e perder a eleição'', declarou o governador, após participar de cerimônia em que o governo do Estado firmou um contrato de R$ 220 milhões para a compra de 48 carros ferroviários da empresa Alstom.
Segundo o governador, seu posicionamento nas pesquisas, numa faixa entre 18% e 20%, é ''um bom piso para começar'', pois ele entende que até o momento as pesquisas não refletem intenção de voto, mas apenas o grau de conhecimento de cada presidenciável. ''A campanha só vai começar com o horário eleitoral de rádio e televisão, em agosto. Agora, eu recebo com otimismo (os resultados) porque estou fora dos meios de comunicação de massa'', analisou.
O presidenciável tucano disse não acreditar que o crescimento do desempenho do presidente Lula, especialmente sobre o prefeito paulistano, José Serra, outro pré-candidato do PSDB, possa interferir na escolha do cabeça de chapa do partido.
Alckmin recusou a análise de que o crescimento de Lula na pesquisa também resulte da demora de o PSDB definir seu candidato a presidente. ''É normal o crescimento do presidente porque ele é o único que está em campanha, num verdadeiro monólogo. Nenhum outro partido possui candidato e a pequena recuperação do presidente é porque ele tinha chegado ao fundo do poço'', opinou, ao estimar que há possibilidade de Lula crescer um pouco mais nas futuras pesquisas. Mesmo assim, Alckmin entende que a escolha do candidato tucano deve ser mantida para março. ''Não me preocupo muito com pesquisa neste momento. Estou zen e recomendo acupuntura aos ansiosos da política e do jornalismo'', ironizou.


