Número de servidores também cresceu
Curitiba - Apesar de a folha de pagamento ter crescido sensivelmente, a quantidade de funcionários públicos também aumentou, mas em menor proporção: 0,7%. São mais de 181 mil servidores ativos e outros 60 mil inativos. Se por um lado os gastos com pessoal aumentaram, por outro, o valor com custeio caiu por volta de 20%, na avaliação de Stephanes. Todos os contratos firmados na gestão anterior foram revistos. Alguns foram cancelados, outros renegociados. Foi criado um sistema de manutenção da frota de 18 mil veículos oficiais do Estado (entre ônibus, carros, caminhões, tratores).
Anteriormente, as empresas que venciam as licitações tinham controle do que era feito. O Estado não obtinha as respostas prontamente através do sistema de informatização. Esse mês, entra em operação também o sistema de abastecimento e controle da frota. ''Com isso saberemos em tempo real quem está abastecendo um veículo e que manutenção foi feita nesse carro. Isso irá reduzir sensivelmente a quantidade de carros parados sem manutenção e sem combustível'', aposta o secretário.
Todos os carros com mais de dez anos serão recolhidos num prazo de seis meses. ''O custo operacional desses carros mais antigos é muito alto. Até a manutenção é mais díficil. Os carros novos estão vindo com manutenção gratuita por três anos'', especificou Stephanes. Os veículos terceirizados estão sendo gradualmente substituído, na medida em que os contratos vencem. Em dezembro, foram trocados 200 dos 1,3 mil carros locados.
Outra fonte de eliminação de gastos excessivos, segundo Stephanes, tem sido o pregão eletrônico utilizado pela primeira vez durante o governo Lerner. Atualmente, cerca de 80% das compras do Estado estariam sendo realizadas através do pregão, que elimina os riscos de negociação e acertos porque o leilão acontece online, com a fiscalização do Banco do Brasil (BB). Em 2003, foram feitos 400 pregões. Uma compra de medicamentos, por exemplo, que foi feita no governo Lerner por R$ 700 mil, saiu por R$ 60 mil no governo Requião. Os documentos foram encaminhados para o Ministério Público (MP) para investigações. (L.P.)





