Curitiba - O líder da oposição na Assembléia Legislativa, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), afirmou ontem que a resposta do secretário-chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, à crítica da oposição referente aos gastos do Executivo com viagens e cartões corporativos, revelou um ''novo escândalo''. Ao justificar as despesas do Executivo, em nota divulgada quinta-feira, Iatauro informou que o número de funcionários nos quadros saltou de 90 mil para 160 mil em quatro anos, da gestão Lerner para a gestão Requião - um aumento de 77%.
''Iatauro tentou justificar as despesas absurdas com viagens e acabou revelando um escândalo ainda mais grave'', disse Rossoni. ''Com a informação podemos entender uma série de coisas. Entre elas porque o Paraná quebrou, porque o governo Requião teve de apresentar dois balanços maquiados para fechar as contas e porque falta dinheiro para coisas essenciais como saúde, saneamento, educação e até compra de remédios especiais'', atacou o tucano.
Rossoni revelou no início da semana que a última gestão Requião, de 2003 a 2006, gastou cerca de R$ 210 milhões em viagens e cartões corporativos. Foram R$ 34,7 milhões em 2003, R$ 44,4 milhões em 2004, R$ 66,3 milhões em 2005 e R$ 63,7 milhões em 2006. Iatauro argumenta que a gestão Lerner gastou valores superiores, mesmo com um número menor de servidores públicos nos quadros.
Em função do novo ataque do líder da oposição, a assessoria de imprensa da Casa Civil divulgou ontem uma nota à imprensa, na qual admite que o governo do Estado ''promove, sim, desde 2003, uma ampliação dos quadros de pessoal do funcionalismo público''. As contratações, ressalta a nota, ''têm sido feitas por concursos públicos''.
''Contestamos a avaliação de que essa ampliação dos quadros caracteriza 'inchaço' da máquina. Pelo contrário. Quem acompanha o cotidiano do serviço público sabe bem que, devido à ausência, durante anos, de contratações, houve esvaziamento gradativo dos quadros de pessoal'', diz a nota.
O governo do Paraná teria contratado, segundo a nota, ''mais de 36 mil professores do ensino básico, 8,6 mil técnicos-administrativos e 2,3 mil agentes de apoio para as escolas, 3,6 mil policiais civis e militares, 1,2 mil agentes penitenciários, 600 novos técnicos e professores para as instituições de ensino superior, 800 educadores sociais, mais de 600 profissionais de saúde, 200 profissionais para a agricultura, entre outros''. Além disso, destaca a nota, estão em andamento ainda ''concursos para a Polícia Militar e para a Polícia Civil, bem como para o magistério do ensino básico''.

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