Curitiba - O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), anunciou ontem que todos os servidores efetivos da Casa que estavam ''sem função'' desde a reforma administrativa em fevereiro ficarão à disposição dos deputados estaduais. Segundo Rossoni, os parlamentares têm até o dia 31 para se manifestarem se vão ou não contratar os serviços de funcionários do grupo. Mas, se contratado para atuação em gabinete, o servidor terá seu salário pago pela verba de pessoal do parlamentar. Ou seja, a AL não assumirá a despesa.
A medida, segundo Rossoni, foi tomada porque dos cerca de 120 servidores colocados à disposição do governo do Estado, apenas cinco aceitaram a transferência. Rossoni acredita que a recusa ocorreu em parte por orientação do próprio Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Sindilegis), que contesta a cessão de servidores no Judiciário. Para o Sindilegis, não houve critério objetivo para definir quem teria ou não função na nova estrutura da Casa.
''Ao final deste prazo, aqueles funcionários que ainda restarem sem lotação definida, ou nos gabinetes ou no Executivo, serão colocados em disponibilidade. Nesse caso, conforme estabelece a Constituição Estadual, o funcionário terá redução no seu salário e perda de gratificações'', leu Rossoni, em seu comunicado aos parlamentares, durante a sessão plenária.
Ao anunciar a medida, chamou a atenção o número de servidores ''sem função'', que saltou para 170. Até então, a AL afirmava que alguns servidores já tinham sido absorvidos nos próprios quadros da Casa e que cerca de 120 ficariam à disposição do governo do Estado. Ontem, sem entrar em detalhes, Rossoni afirmou que, tirando os cinco funcionários que aceitaram trabalhar no Executivo, restam 170 servidores ''sem função''.
Os servidores que não forem absorvidos para os gabinetes dos parlamentares poderão ''ficar em casa'', mas Rossoni não soube dizer até quanto o salário de um funcionário ausente pode ser reduzido neste caso.

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