Número de eleitores cresce menos no PR
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segunda-feira, 15 de julho de 2002
Rodrigo Sais <BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A importância do Paraná no cenário político brasileiro diminuiu ligeiramente desde a última eleição para presidente, em 1998. Apesar do Estado ainda se manter como o sexto maior colégio eleitoral do País, a quantidade de eleitores que têm domicílio no Paraná proporcionalmente não cresceu tanto como nas outras regiões do Brasil.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o eleitorado paranaense em 2002 é composto de 6,66 milhões de votantes, um crescimento de 4,4% em relação ao pleito de 1998. A taxa de crescimento é quase a metade da média nacional, que ficou em 8,64% no mesmo período. Os estados das regiões Centro-Oeste e Norte registraram o maior crescimento, com uma média de 12%. Regiões em desenvolvimento, como o Tocantins e Amapá, registraram o maior ''boom'' eleitoral, com taxas de 25,8% e 36%, respectivamente.
Os dados do TSE apontam para uma diminuição da representividade do Paraná no panorama eleitoral. Em 1998, a quantidade de eleitores do Estado respondia por 6,44% do total brasileiro, enquanto em 2002 essa proporção caiu para 5,78%. O maior colégio eleitoral continua sendo São Paulo, que responde por 22,5% dos cidadãos brasileiros aptos a votar. Minas Gerais aparece em segundo, com 11% do eleitorado brasileiro.
Com os números do eleitorado paranaense em mãos, os partidos já começam a fazer suas contas. Um número importante é o quociente eleitoral, a quantidade de votos que uma coligação deve obter para eleger um deputado estadual ou federal. Caso a média de abstenções e votos inválidos da última eleição se repita, uma coligação terá que conseguir cerca de 80 mil votos para eleger cada deputado estadual, e 140 mil para cada federal.
O total de eleitores também permite às chapas fazer o cálculo dos votos necessários para eleger o governador ainda no primeiro turno. Caso o nível de abstenção seja de 20% e a porcentagem de votos nulos e brancos somados também fique em torno de 20%, como em 1998, um candidato que obtivesse 2,1 milhões de votos poderia obter a vitória ainda no primeiro turno.
A expectativa, entretanto, é que o número de votos nulos seja menor do que em 1998, devido à maior quantidade de candidatos ao governo. Em 1998, foram apenas quatro, enquanto este ano serão 13 postulantes ao Palácio Iguaçu.


