Novos vereadores têm R$ 4,9 mi de patrimônio
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sábado, 13 de outubro de 2012
Paula Barbosa Ocanha <br>Reportagem Local 
Os vereadores eleitos para a próxima legislatura da Câmara de Londrina têm juntos um patrimônio de R$ 4,9 milhões. Os dados foram retirados do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde fica disponibilizada a declaração de bens de todos os que registraram suas candidaturas a algum cargo eletivo. Segundo os dados declarados, o vereador eleito mais rico, com um patrimônio de R$ 970 mil, é o novato Deliberador (PMN). O que declarou menos bens foi o ex-vereador Jamil Janene (PP), que alegou ter uma caderneta de poupança de R$ 178,64.
A média de bens dos eleitos, dividindo o patrimônio total pelos 19 parlamentares, é de R$ 263.022,13. Como base de comparação, a nova formação da Casa será 34% mais rica que a atual legislatura. Os 19 atuais vereadores possuem juntos R$ 3.298.539,04 - considerando o patrimônio dos suplentes Marcos da Horta (PP), que substitui Marcelo Belinati (PP) até novembro, e Júnior Santos Rosa (PSC), que assumiu a cadeira de Gerson Araújo (PSDB), prefeito de Londrina. Os bens de Marcelo e Gerson não foram considerados.
Na legislatura atual, que se encerra no final do ano, a mais rica é a vereadora Sandra Graça (PP), que é bancária. Sandra, como foi reeleita, ficou desta vez como a quarta mais rica, já que três novatos ultrapassaram seu patrimônio de R$ 511,8 mil - Deliberador, Mário Takahashi (PV) e Professor Fabinho (PPS). Os três mais ricos são advogados.
Deliberador tem seu patrimônio dividido entre três veículos, que custam entre R$ 20 mil e R$ 60 mil, uma casa de R$ 100 mil e um apartamento de R$ 200 mil. Além disso, o eleito pelo PMN tem R$ 560 mil de crédito de terceiros, decorrente de empréstimos. ''Há 23 anos tenho um escritório de advocacia, e esse patrimônio eu construí com meu trabalho'', afirmou Deliberador, que ressaltou ter clientes na área criminal e cível em várias cidades do Paraná e outros Estados, como Rio de Janeiro.
O segundo mais rico, Mário Takahashi, tem o patrimônio dividido em quotas capitais de quatro empresas, valendo entre R$ 3 mil e R$ 28 mil, 50% de um apartamento, no valor de R$ 90 mil, R$ 270 mil em dinheiro e empréstimos variando entre R$ 150 mil a R$ 280 mil. A reportagem não conseguiu contato com Mário Takahashi. E Professor Fabinho tem seu patrimônio dividido entre três apartamentos, dois custando R$ 100 mil e um de R$ 300 mil, e um veículo de R$ 30 mil. ''Sou professor de inglês, formado em Letras, farmacêutico e recentemente me formei na UEL em Direito, e já consegui passar na OAB. Meu patrimônio eu construí em 22 anos de muito trabalho'', alegou o vereador eleito.
Na última legislatura, somente Rodrigo Gouvêa (PTC) declarou não ter bens ao TSE. Nesta, três vereadores declararam não possuírem bens em seus nomes: Júnior Santos Rosa (PSC), Gaúcho Tamarrado (PDT) e Emanoel Gomes (PRB).


