Os novos programas de televisão do PT, que estrearam anteontem à noite, reforçam a imagem de um partido propositivo, experiente, honesto e que há muito abandonou o radicalismo. Este será o eixo da campanha petista de 2002. Os comerciais – pelo menos seis diferentes, com 1 minuto de duração cada – são assinados pelo publicitário Duda Mendonça, que já trabalhou com Paulo Maluf (PPB).
Cores claras, música suave de fundo, uso de atores conhecidos e repetição de slogans de fácil assimilação predominam. Em um dos filmes, a frase ‘‘Lutar contra a corrupção e melhorar a vida do povo’’ é repetida 12 vezes por estrelas do partido, entre prefeitos, deputados e o líder Luiz Inácio Lula da Silva.
Em outro filme, Lula (foto) aparece sozinho, criticando o governo pela crise de energia, mas pedindo ao povo que contribua para ajudar o Brasil. ‘‘É nossa obrigação apontar erros e denunciar os responsáveis, mas também ajudar o Brasil a sair dessa crise. Economize energia. Afinal, o Brasil precisa de todos nós.’’
Os comerciais que utilizam atores têm formato de um ‘‘bate-papo’’ com o espectador. Em um deles, Norton Nascimento, em um cenário totalmente branco, fala do ‘‘medo de sonhar, o pior de todos os medos’’.
‘‘Levante a cabeça, respire fundo e diga para você mesmo: eu não nasci para isso, eu mereço muito mais’’, diz. A referência do partido aparece somente nos segundos finais do programa.
No filme com a atriz Giulia Gam, o espectador é convidado a responder a perguntas como ‘‘qual o partido que mais defende os pobres?’’ e ‘‘qual o que mais combate a corrupção?’’.

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