Curitiba - As quatro novas praças de pedágio que serão instaladas no Paraná com o programa de concessões do governo federal terão preços que variam, no máximo, entre R$ 2,75 e R$ 4,18. Os editais para a licitação que vão definir as empresas que vão explorar mais três trechos de rodovias federais que passam pelo Estado foram divulgados na última quinta-feira pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O leilão para escolher as melhores propostas acontece em outubro, com a cobrança devendo começar no ano que vem.
No total, o governo passará para a iniciativa privada a administração de 2,6 mil quilômetros nas regiões Sul e Sudeste, divididos em sete lotes. Três deles passam pelo Paraná. O primeiro é o da BR-116 que liga Curitiba a São Paulo, com 401 quilômetros de extensão. Segundo o edital de licitação, a rodovia Régis Bittencourt, como é conhecida, ganhará cinco postos de cobrança. Um deles será instalado em território paranaense, no quilômetro 61 da estrada. Para este trecho, a ANTT determinou que o valor cobrado em cada praça não pode ultrapassar R$ 4,18.
A cobrança de pedágio também vai atingir o trecho da BR-116 que liga o Paraná a Santa Catarina. Entre Curitiba e a divisa do estado vizinho com o Rio Grande do Sul, trecho com 412 quilômetros, serão instaladas mais cinco praças, duas delas no Paraná. Nelas, o valor máximo também será de R$ 4,18. Já nas BRs-376 e 101, entre Curitiba e Florianópolis (SC), distantes 382 quilômetros, serão mais cinco postos de cobrança, com preço máximo de R$ 2,75 cada.
De acordo com os editais, terão direito a explorar as rodovias as empresas que oferecerem em suas propostas os menores valores de cobrança de pedágio. O leilão dos sete lotes acontece no dia 9 de outubro. O período de concessão será de 25 anos, sendo que as empresas começarão a cobrar o pedágio seis meses após a assinatura dos contratos, contanto que realizem as obras mínimas de recuperação previstas nos editais. A ANTT estima que, nos 25 anos, as empresas concessionárias deverão investir cerca de R$ 19 bilhões nos 2,6 mil de quilômetros de rodovias loteados.
Entre as obrigações das empresas que ganharem os leilões estará a manutenção e o aparelhamento de postos da Polícia Rodoviária Federal. Terão também que oferecer serviços de socorro mecânico, postos médicos e iluminação em áreas urbanas. Uma série de obras também está prevista nos editais de licitação, incluindo até a duplicação de alguns trechos de rodovias.

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