Quando assumirem seus postos, em janeiro de 2003, os governadores que serão eleitos no próximo ano terão uma situação financeira para administrar bem distinta daquela encontrada em 1998. É a primeira grande herança da Lei de Responsabilidade Fiscal, que entrou em vigor em maio de 2000. Levantamento feito pelo Estado mostra um salto considerável, tomando como base os resultados primários dos balanços estaduais. Alguns Estados saíram de ''buracos'' imensos para os superávits.

Os resultados primários são a somatória das receitas, menos o total de despesas, sem contar o pagamento dos juros da dívida total e as receitas de operações de crédito e das privatizações. O que torna os bons resultados do próximo ano mais interessantes é o fato de se tratar de um ano eleitoral, quando, tradicionalmente, ocorrem investimentos mais pesados nos Estados, aumentando as despesas e desequilibrando as contas.

Um levantamento feito pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) mostra que, em 1998, a somatória do déficit dos Estados chegava a R$ 9,5 bilhões. O grupo de Estados com os maiores resultados negativos incluía Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, que totalizavam, na época, déficit de R$ 7,3 bilhões. Em 2000, a soma de todos os Estados indicava R$ 5,7 bilhões positivos.

Somados os déficits previdenciários, o País precisará gastar mais de R$ 316 bilhões para pagar seus servidores (ativos, inativos e pensionistas) de acordo com dados de 2000.

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