O novo titular da Secretaria de Defesa Social de Londrina, Jefferson Dias Chaves, que é delegado no Mato Grosso, foi investigado pela Corregedoria da Polícia Civil daquele estado por supostamente ter praticado crimes de ''extorsão e corrupção''. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, os procedimentos foram arquivados, por falta de provas, há cerca de três anos.
As suspeitas contra o delegado foram levantadas pelo Ministério Público (MP) de Mato Grosso durante as investigações do assassinato de uma cartorária, ocorrido na cidade de Pontes e Lacerda (446 km de Cuiabá), em 2007. Segundo o promotor de Justiça Luis Gustavo Mendes de Maio, Chaves teria ''faltado com o seu dever na condução do inquérito''. De acordo com a assessoria de imprensa do MP, que não tinha mais detalhes ontem sobre o caso, ''após esse entendimento o promotor encaminhou todas as informações para a Corregedoria da Polícia Civil do estado para as devidas providências''.
Chaves também respondeu na Justiça matogrossense por suposta concussão e abuso de poder. Ele e outros dois policiais civis teriam cobrado R$ 2 mil de familiares para a liberação de presos. De acordo com os dados do processo, consultados pela reportagem no site do Tribunal de Justiça (TJ), o fato teria ocorrido em 2002, na delegacia de Rio Branco, interior do estado. O TJ absolveu os réus por ''prova indiciária insuficiente''.
Ontem o prefeito de Londrina, Barbosa Neto, disse em entrevista à Rádio Paiquerê AM que não conversou com Chaves, mas que ''uma denúncia não é uma sentença, ninguém pode ser condenado previamente''. A reportagem da FOLHA tentou por diversas vezes falar com o delegado, mas o celular estava desligado. Em Cuiabá, a assessoria da Polícia Civil afirmou que Jefferson Chaves está em férias.

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