Jerusalém O partido religioso israelense Shass ameaçou ontem passar para a oposição depois de o gabinete do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon aprovar um orçamento austero que afeta diretamente o eleitorado.
Vinte e dois ministros se pronunciaram a favor de um corte de seis bilhões de shekels (1,43 bilhão de dólares), com o que o orçamento do Estado ficará em 248,65 bilhões de shekels (58 bilhões de dólares), para o ano 2002.
Os cinco ministros do Shass e um ministro do partido Am Ehad (''Um só povo'') votaram contra este projeto de orçamento, ameaçando abertamente abandonar o governo se o Knesset (Parlamento) o aprovar.
''Sem o Shass, não há governo possível'', afirmou Eli Yishai, líder do partido, terceira força política do país, com vocação social, e que conta com 17 deputados de um total de 120 na câmara.
Yishai destacou que com esse orçamento ''haverá 100.000 pobres a mais, e o que acontece na Argentina poderá ser registrado logo aqui''.
O projeto prevê promover a criação de emprego. Mas corta 1,2 bilhões de shekels dos fundos atribuídos a ajudas às famílias e mais 1,2 bilhão do total distribuído pelas Caixas de Previdência.
Se o partido deixar o Governo, Sharon poderá ser forçado a convocar novas eleições.

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