Curitiba - Osmar Dias prometeu estruturar o partido nos 399 municípios do Paraná. O senador não poupou críticas à administração que o antecedeu, a do ex-presidente do PDT e hoje um dos diretores da Itaipu Binacional, Nelton Friedrich, classificada por Osmar como ''desagregadora''. ''Vamos agora inverter o processo de desfiliação no Paraná e garantir o crescimento erganização do partido em todos os municípios paranaenses'', afirmou.
As divergências entre Osmar e Friedrich iniciaram durante as eleições do ano passado. Osmar teve o nome citado por prefeitos de vários partidos de direita e centro-esquerda como o político preferido por eles para sair candidato ao governo do Estado. Mesmo assim o PDT resolveu escolher Alvaro. ''Quero que deixem de me perguntar por que prefeitos do interior de partidos de direita ou de esquerda estão me apoiando. Se eles apoiam as idéias que eu prego, não posso desprezar o apoio deles.''
Friedrich se defendeu dos ataques. No seu discurso de despedida da presidência do PDT, disse que sempre lutou para que o partido tivesse identidade no Paraná. ''A engorda de um partido para mim não é sinal de saúde. É sinal de doença'', alertou. A crise entre Friedrich e Osmar se agravou ainda mais quando o partido perdeu recentemente dois deputados na Assembléia Legislativa, José Maria Ferreira e Vanderlei Iensen, para o PMDB. ''Não vamos mais perder lideranças'', rebateu Osmar. (L.P)

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