O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Carlos Alberto Lopes Geirinhas, manteve nos cargos os diretores da área Administrativa-Financeira, Alexander Farias Fermino, e de Trânsito, capitão Diógenes Gonçalves, nomeados para as funções ainda na gestão do prefeito tampão Gerson Araújo (PSDB). Para a Diretoria de Operações foi escolhido Gilmar Domingues, que era o secretário de Ambiente até 31 de dezembro.
A Diretoria de Transportes, há anos ocupada por Wilson Santos de Jesus, será acumulada por Geirinhas. Segundo ele, Jesus, investigado no esquema de cancelamento indevido de multas de trânsito, pediu para deixar o cargo.
O presidente disse que escolheu os três diretores pelo critério de competência. ''Prevalecerá aqui a meritocracia. Se as pessoas não atenderem as nossas expectativas então poderemos substitui-los.''
Fermino e Gilmar são servidores de carreira da CMTU e, segundo decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), foram promovidos indevidamente por meio de alterações no plano de cargos, carreiras e salários (PCCS) feitas em 1997, 2004 e 2006. Fermino, por exemplo, foi aprovado em concurso para ser agente de trânsito, cargo de nível médio, mas acabou promovido a analista administrativo, função de nível superior e com salário maior.
Segundo decisão do TRT, os 55 funcionários promovidos indevidamente devem ser rebaixados. A CMTU recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), alegando que o rebaixamento traria prejuízos à companhia. Geirinhas disse que as promoções indevidas são uma ''novidade'' para ele. ''Você está me dando uma novidade. Vamos analisar com nosso departamento jurídico essas decisões. Nada posso adiantar.''
A companhia tem cerca de 260 funcionários concursados e cerca de 45 usufruem de funções gratificadas. ''Todos os comissionados de fora da companhia foram exonerados e muitos dos que têm funções gratificadas podem retornar a sua função de origem'', comentou Geirinhas.

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