Curitiba - A Prefeitura de Prudentópolis, município que fica 64 quilômetros a leste de Guarapuava, na região dos Campos Gerais, deverá decretar ainda hoje moratória por um período de 60 dias. A decisão foi tomada oficialmente ontem depois de uma reunião interna com a presença de técnicos da própria prefeitura e do prefeito empossado Gilberto Agibert Filho (PPS), que assumiu depois do impeachment do prefeito Nelson Dal Santos (PL), acusado de favorecer parentes e fraudar compras e licitações realizadas pela administração municipal.
Agibert, desafeto político de Dal Santos, afirmou ontem que a moratória é fundamental para dar um ''stop'' na movimentação de pagamentos até que seja realizada uma auditoria interna nas contas municipais. ''A auditoria deve ocorrer enquanto a moratória estiver em vigor. As duas coisas vão acontecer paralelamente'', avisou o prefeito.
Em uma semana, Agibert pretende reformular o secretariado e demitir parentes do prefeito que ainda ocupem cargos em comissão. Entre as pastas que deverão ser imediatamente desocupadas estão as secretarias de Governo, Finanças, Saúde e Educação. Ao todo são 13 secretarias no município.
As divergências entre o vice e o prefeito começaram seis meses após a posse, em janeiro de 2001. Agibert teria então deixado o governo municipal, tendo se dedicado a assuntos pessoais.

mockup