Novo prefeito de Cambé pode ganhar R$ 12 mil
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quinta-feira, 22 de julho de 2004
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
A Câmara de Vereadores de Cambé (13 km a oeste de Londrina) aprovou ontem, em primeira discussão, um projeto de lei que reajusta em 50% o salário do prefeito que assumir o cargo em janeiro de 2005. Dos atuais R$ 8 mil, o salário subirá para R$ 12 mil. O reajuste ainda depende de outras duas votações nas sessões extraordinárias agendadas para hoje e segunda-feira.
O projeto original de autoria da Mesa Executiva da Câmara previa que o salário do prefeito deveria passar para R$ 15 mil, mas seis vereadores apresentaram uma emenda reduzindo o percentual de reajuste. A emenda, que recebeu oito votos favoráveis e quatro contrários, ainda estabelece o valor de R$ 5,5 mil para secretários e vice-prefeito e mantém os R$ 3.816,00 dos vereadores.
''O servidor também está com o salário defasado, porém o do prefeito está bem mais defasado. Está há oito anos sem reajuste. A vontade dos vereadores era votar também o reajuste do servidor. Temos clamado para que o prefeito mande para a Casa uma proposta que melhore o salário do servidor porque não temos competência para iniciativa desta matéria'', justificou o vereador Ozires Cavaletti (PMDB), um dos autores da emenda. O presidente da Câmara, Carlos Roberto Rasteiro (PMDB), não foi localizado pela reportagem.
''De 1996 até agora o salário do prefeito é o mesmo, dos secretários também. Não movimentamos nada para aumentar em um centavo. Nem sequer as correções da inflação eu apliquei. O reajuste é justo agora, eles têm que adequar ao orçamento, isso é a Câmara que tem que fazer'', defendeu o prefeito José do Carmo Garcia (PTB).
Os vereadores também aprovaram ontem, por 11 votos a dois, um projeto de autoria do Executivo municipal que concede descontos de 20% a 30% na dívida ativa para quem quitar o débito até setembro. ''Esse projeto tem o intuito de readequar a receita, recuperando a dívida ativa do município sem, contudo, se constituir em renúncia fiscal'', argumentou o prefeito. Conforme Garcia, a dívida ativa de Cambé até 2003, totaliza R$ 30 milhões. A arrecadação anual do município é de cerca de R$ 53 milhões.
''Fui contrário ao projeto porque entendo que quem pagou à vista não teve esse benefício e os que pagaram depois do prazo também não foram contemplados'', criticou Cavaletti. ''É uma posição puramente política já que o partido dele (Cavaletti) advogava a redução em 50% dos tributos. Então, não vejo por que ele está tomando um posicionamento contrário agora. Poderia ser o primeiro a aplaudir'', cutucou Garcia.


