A ação dos deputados José Borba (PTB-PR) e Valdomiro Meger (PFL-PR), que na quarta-feira passada fraudaram quatro votações da reforma da Previdência, vai custar à Câmara dos Deputados R$ 2,5 milhões. É o valor do novo painel, à prova dos ‘‘pianistas’’ que agem para impedir que o salário de um amigo seja cortado por gazeta.
Os postos de votação serão dotados de identificadoras digitais. Bastará ao deputado encostar o dedo na leitora para que o sistema possa habilitá-lo a votar. Com o novo sistema, todas as 407 cadeiras do plenário serão transformadas em pontos avulsos e as votações, que hoje demoram até uma hora ou mais, poderão ser feitas em menos de 10 minutos. E, até que alguém consiga a fórmula da fraude, os tocadores de piano ficarão impedidos de atuar.
O novo painel da Câmara dos Deputados será integrado a todas as portarias de entrada. Quando o deputado passar por uma das portas, o sistema rastreará, por microondas, a carteira de identificação do parlamentar. No mesmo momento a presença do deputado será registrada pelo sistema central da Câmara, para a soma de presenças e para se saber quem está na casa. O sistema atual é tão antigo que zelosos funcionários ficam nas portarias anotando o nome de quem passa. (A.E.)

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