Curitiba - Todos os discursos do governador Roberto Requião (PMDB) contra o preço do pedágio aparentemente surtiram efeito. O novo modelo de concessões do governo federal tem muitas características semelhantes ao ''pedágio de manutenção'', defendido pelo governador. Além de prever menos obras, o que deixa a tarifa mais barata, o governo federal também previu outros mecanismos para tentar minimizar o impacto do pedágio no bolso do motorista.
Uma das mudanças é o incentivo para que as concessionárias invistam em estabelecimentos comerciais na margem das estradas. O novo modelo prevê que parte do lucro obtido com os empreendimentos seja utilizado para reduzir a tarifa, e parte fique com a concessionária.
Ainda não é possível estimar qual o valor da tarifa que será cobrado nas estradas, uma vez que o preço dependerá basicamente da concorrência que cada trecho terá quando a rodada de licitações for iniciada. Mas uma coisa é certa: o motorista paranaense terá que parar com mais frequência nas cancelas do pedágio. Enquanto na malha pedagiada atual a média de praças no Paraná é de uma cada 92 km, no próximo lote a média é de uma a cada 75 km. (R.S.)

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