Brasília - Depois de muita cogitação, o brigadeiro José Carlos Pereira, presidente da Infraero, foi informado ontem que terá de deixar o cargo. O nome de seu substituto ainda não foi definido pela equipe do novo ministro da Defesa, o peemedebista Nelson Jobim.
Na semana passada, dois dias depois do acidente com o avião da TAM, o maior da história do país, Pereira disse que estava pronto para deixar o cargo. ''Estou pronto para sair'', disse ele na ocasião, antes de entrar para uma reunião com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Setores do governo e da oposição vinham pedindo a saída de Pereira da Infraero desde o acidente com o avião da Gol, em setembro passado. Após o acidente com o avião da TAM, a pressão ficou mais forte.
Parlamentares de oposição criticam a obra realizada pela Infraero de recuperação das pistas do aeroporto de Congonhas. As pistas foram liberadas para pousos e decolagens antes da realização do chamado ''grooving'' (ranhuras que ajudam no escoamento da água) - que reduz o risco de derrapagens de aviões em casos de chuva.
Pereira negou que problemas na pista do aeroporto de Congonhas tenham provocado o acidente.

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