Novo ministro quer reaquecer economia
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>De Brasília 
O novo ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, tomou posse na semana passada com cacife e prestígio para enfrentar o desafio de aumentar as exportações e tentar recolocar o País no caminho do reaquecimento econômico. ''Ou exportamos ou não teremos condições de gerar um crescimento sustentado da economia'', afirmou Amaral.
A nova política de comércio exterior que o quarto ministro do Desenvolvimento pretende executar nos 16 meses que ainda restam ao governo deverá ser seguida, em sua opinião, pelo sucessor do presidente Fernando Henrique Cardoso, não importa quem ele seja. ''Não vejo ninguém hoje neste País, nenhum partido, nenhum candidato a presidente, que deixará de apostar na exportação'', diz.
Diplomata de carreira, Sérgio Amaral chefiou a embaixada em Londres nos últimos dois anos, depois de passar cinco anos como porta-voz do presidente. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida a Jorge Luiz de Souza, Beatriz Abreu, Gustavo Paul e Denise Chrispim Marin.
AE O que significa ''exportar ou morrer''?
Sérgio Amaral O presidente usou uma frase muito feliz, de muita força. Ou exportamos ou não teremos condições de gerar um crescimento sustentado para o País.
AE Uma das questões que envolvem o Ministério do Desenvolvimento são as divergências com a Fazenda. O senhor tem a vantagem de ser amigo do ministro Pedro Malan. Como o senhor vai construir essa ação conjunta?
Amaral O fato de eu ter trabalhado com o presidente por quatro anos, ter sido membro da equipe econômica que lançou o real e ter a melhor relação com o Ministério da Fazenda cria duas situações. Serei o primeiro a ter a sensibilidade dos limites e não farei nada que seja para vestir um santo para despir o outro. Não adianta querermos aumentar as exportações às custas de um agravamento fiscal e monetária.


