O senador Ramez Tebet assume na próxima semana o cargo de ministro da Integração Nacional avisando que está preparado para qualquer denúncia contra ele. ‘‘Se eu tivesse receio de alguma coisa, não ia para o ministério’’, afirmou. Ele prometeu ainda não discriminar nenhum partido político, nem mesmo o PFL. A seguir, os principais pontos da entrevista do novo ministro:
AE – Como o senhor pretende dirigir uma pasta esvaziada?
Tebet – Primeiro, vou tomar pé e, se, realmente, os recursos forem poucos, vou tentar transformar o pouco em muito. Não tenho fórmula mágica, mas vou me esforçar. Não quero fazer promessas mirabolantes, mas estou disposto e vou ajudar o meu País.
AE – Quando seu nome foi ventilado pela primeira vez, surgiram especulações de problemas durante sua administração na Sudeco. ACM está informando a aliados que possui dossiês contra o senhor.
Tebet – As acusações não têm o menor fundamento. Se tivesse receio de alguma coisa, não aceitaria o cargo. Eu tenho adversários e sei disso. Porque me tornei polêmico, particularmente, enquanto estive à frente do Conselho de Ética.
AE – O senador Waldeck diz que a nomeação para o ministério é ‘‘uma remuneração pelo serviço de ‘‘rábula’’ que prestou no conselho. Como o senhor recebe a crítica?
Tebet – Acho que ele foi longe demais. Primeiro, o presidente nunca me pediu nada e não acredito que ele se prestasse a nomear alguma pessoa em contrapartida a alguma coisa. Eu só cumpri o meu dever e o caso está encerrado. O que passou, passou.

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