Novo ministro diz estar pronto para cobranças
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terça-feira, 07 de fevereiro de 2012
<br> Das Agências <br> 
Brasília - O novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, disse ontem estar pronto para o ''espancamento'' de projetos, referindo-se ao alto grau de exigência da presidente Dilma Rousseff. Em seu discurso, durante cerimônia de posse no Palácio do Planalto, Ribeiro também admitiu que se vive hoje um clima de ceticismo em relação aos políticos.
''Entendo que serei cobrado e darei resposta à obstinação de uma presidente. Já estou me preparando para enfrentar o espancamento de projetos'', disse Ribeiro. O ''espancamento'' já havia sido comentado pelo ministro Aloizio Mercadante, que semanas passadas aconselhou o novo ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, a se acostumar com a cobrança da presidente.
Ribeiro assume uma pasta envolvida em uma série de denúncias e cujo andamento de obras era motivo de descontentamento da própria presidente. No seu discurso, ele prometeu ''interlocução com os órgãos de controle'' e fiscalização.
''Venho de uma família de uma tradição política e nos dias atuais é forçoso reconhecer que vivemos um clima de grande e, até certo ponto justificado, ceticismo em relação aos políticos'', admitiu. ''Tratarei da interlocução com os órgãos de controle e fiscalizarei as obras. Ser um bom gestor significa entender antes de tudo que só existe trabalho em equipe.''
O novo ministro assume a pasta comandada até então por Mário Negromonte, que teve o nome envolvido em denúncias e acabou rifado pelo próprio partido. Em um rápido discurso, de cinco minutos, Negromonte disse que não houve nenhuma irregularidade em sua gestão. ''Saio como entrei, sem nenhum processo e de cabeça erguida.''
Outra mudança
A presidente Dilma Rousseff convidou a socióloga e professora Eleonora Menicucci de Oliveira para assumir a Secretaria de Políticas para as Mulheres no lugar de Iriny Lopes. A atual ministra vai deixar o governo para disputar a Prefeitura de Vitória. Eleonora é pró-reitora da Universidade Federal de São Paulo e militante de esquerda na década de 60. Ela conviveu com a presidente durante o regime militar.
Militante de esquerda na década de 60, Eleonora foi vice-presidente da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais e da diretoria da UNE. Ela foi presa em julho de 1971 e esteve com a presidente no presídio Tiradentes, que abrigava prisioneiras políticas do regime militar.


