Brasília - O novo ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB-PI), defendeu ontem que a cobrança da CPMF seja permanente, e não pelo período de quatro anos como propôs o governo federal em pacote fiscal enviado ao Congresso Nacional. O deputado federal disse ainda que propôs ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que o chamado "imposto do cheque" seja cobrado das duas pontas de uma movimentação financeira: tanto de quem efetua como de quem recebe um depósito financeiro. O ministro disse que pretende enviar ao Congresso Nacional projeto de lei sobre a chamada "dupla tributação" e explicou que ela seria cobrada "no crédito e no débito". "Todos (do governo) gostaram da proposta, porque nós não vamos aumentar a alíquota, não vamos onerar ninguém individualmente, vamos arrecadar dobrado e vamos levar esses recursos para Estados e municípios que estão vivendo hoje em grande dificuldade", disse. Em oposição ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ministro defendeu o tributo e disse que é necessário que tenha uma mobilização no país para "salvar a saúde do país".(Folhapress)

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