Novo governo será alvo de vigilância acentuada
Dezesseis anos depois da cassação do ex-prefeito Antonio Belinati, Londrina voltará a ter um Belinati na prefeitura. Marcelo Belinati, embora tenha o apoio político do tio e, em todas as eleições que disputou, tenha obtido sempre expressivas votações das áreas onde Belinati sempre foi muito popular, como a zona norte, não é o tio. É de uma nova geração e tem um biografia impecável: nunca respondeu a processos por improbidade ou crimes contra a administração pública e tem muito carisma. Por isso, a expectativa em relação ao seu governo e sua responsabilidade são grandes. É assim que avaliam os professores Elve Miguel Cenci e Clodomiro Bannwart, docentes da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Para Cenci, o tempo, certamente, ofuscou a magnitude daquele esquema de fraudes e desvio de dinheiro público. "Com certeza, a vigilância sobre o governo do Marcelo vai ser grande, ele vai ser mais cobrado em razão de toda a história do belinatismo."
O professor não arriscou um palpite sobre o perfil do governo do prefeito eleito. Essa análise poderá ser feita a partir da escolha do primeiro escalão. "A expectativa é saber quem vai compor sua equipe, se serão nomes novos, capazes, ou se vai compor com antigos aliados." Também há expectativa quanto ao tamanho da participação de Ricardo Barros, presidente estadual do PP no Paraná e ministro da Saúde, no governo de Belinati.
Bannwart lembrou que o prefeito eleito tem uma biografia sem máculas com processos e, por isso, sua responsabilidade ampliada. Para o professor, Marcelo deve ser a pessoa a reconstruir o belinatismo, sob bases mais éticas e modernas, e não sobe o populismo e desmandos, como foi o governo de 1997 a 2000. "Talvez, ele seja o cara que vai tentar fazer a reconstrução interna do belinatismo, tentar reconstruir a imagem do próprio belinatismo e da família", afirmou Bannwart. (L.C.)





