Curitiba - O deputado estadual Orlando Pessuti (PMDB), vice-governador eleito e coordenador da equipe de transição do governo Roberto Requião (PMDB), disse ontem que o novo governo deve mesmo rever o fechamento do Instituto de Previdência do Estado (IPE). A afirmação foi feita logo depois da reunião com a equipe de transição nomeada pelo governador Jaime Lerner (PFL), que apresentou uma farta documentação sobre a atual situação da Paraná Previdência, do Sistema de Atendimento à Saúde (SAS) e do Hospital da Polícia Militar (HPM).
''Requião tem a clara intenção de reativar o IPE a partir de 2003. Mas na política as coisas podem mudar. Ele tem a intenção e a decisão política de reativá-lo. Tudo depende agora da análise das informações administrativas que nos foram repassadas'', declarou.
De qualquer forma, Pessuti garantiu a continuidade da Paraná Previdência e dos fundos previdenciário e financeiro, idealizados pelo governo Lerner. A única mudança que será feita na instituição é a de transformação da Paraná Previdência de entidade de caráter privado para de caráter público. ''Público ou privado, o fato é que a Paraná Previdência continue funcionando. Se o IPE for reativado, ela poderá ser incorporada ao IPE para tratar dos assuntos previdenciários. O IPE ficaria com a parte da saúde, da assistência às famílias dos servidores públicos'', reforçou.
Para o secretário de Estado da Administração e Previdência, Ricardo Smijtink, a reativação do IPE seria um retrocesso. Smijtink explicou que os usuários do atual sistema estariam satisfeitos com o resultado do atendimento à saúde, que seria mais preventivo. A média mensal de atendimentos do SAS chegaria a 35 mil. Quando o IPE estava em funcionamento, a média era de 14 mil atendimentos por mês.
A decisão oficial da equipe de transição com relação ao IPE só deverá ser anunciada após a volta de Requião para Curitiba, prevista para o próximo dia 18.
Na segunda-feira, as equipes de transição vão discutir os contratos e licitações do governo do Estado. Os mais importantes deles dizem respeito à terceirização dos presídios a equipe de Requião disse que vai acabar com a terceirização e administração de coleta e tratamento de água de municípios distantes. Questões como pedágio e contrato com montadoras ficarão para quarta-feira.

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