O delegado Élcio Fuscolin, 46, assumiu ontem a chefia da Polícia Federal (PF) em Londrina. Fuscolin substitui Sandro Roberto Viana dos Santos, exonerado do cargo na semana passada.
Segundo Fuscolin que há 20 anos está na corporação uma das primeiras medidas será reivindicar junto à Superintendência da PF no Paraná, mais agentes para a cidade. ''A delegacia está bem organizada no setor administrativo. Tive uma reunião com o chefe substituto que me passou as informações e vamos adotar algumas mudanças. A delegacia possui uma carência funcional. Quero negociar com o superintendente a vinda de mais agentes'', afirmou.
O novo delegado também garantiu que não haverá alterações na condução das investigações do suposto caixa 2 na campanha de reeleição do prefeito Nedson Micheleti (PT). ''O doutor Kandy (Takahashi) irá continuar nas investigações e possui total autonomia técnica. O inquérito, em razão da matéria, tem prioridade. Vou falar com o Kandy para saber se haverá necessidade de prorrogação do prazo do inquérito. A polícia e a política não se misturam. É um trabalho técnico a ser realizado'', disse. O inquérito policial foi instaurado no dia 29 de julho e tem trinta dias para ser concluído. O prazo poderá ser prorrogado pela Justiça por igual período.
Fuscolin ainda refutou que a exoneração de Santos tenha ''motivação política''. ''É um equívoco pensar que o doutor Sandro saiu por motivação política. Existe uma rotatividade de chefias. Isso é rotina. Com certeza não teve nenhum cunho político'', afirmou.

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