Guarapuava- O delegado especial Osnildo Carneiro Lemes, da Corregedoria da Polícia Civil, assume hoje as investigações do atentado contra o prefeito de Guarapuava, Vitor Hugo Burko (PSDB), ocorrido no último dia 31. O principal suspeito pelo atentado, Élcio Mário Dobek, 28 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça na madrugada de ontem. Ele também é o principal suspeito por ter dado apoio logístico em dois assaltos no município. Dobek mora em Guarapuava e chegou a ser ouvido pelo delegado-chefe da 14ª Subdivisão Policial, Lino Lopes, na quarta-feira, mas teve de ser liberado por causa da demora da decretação da prisão preventiva. Até o começo da noite de ontem, Dobek continuava foragido.
Hoje, o secretário estadual de Segurança Pública, José Tavares, estaria em Guarapuava para acompanhar o andamento das investigações, mas teve que cancelar a viagem à última hora. Ontem, o secretário informou que o delegado Lino Lopes vai continuar participando das investigações, mas alegou que a indicação de Lemes para presidir o inquérito é necessária para dar agilidade ao processo. Ao contrário do delegado Lino Lopes, Tavares não descarta a possibilidade de o atentado ter ocorrido por motivações políticas.
Em entrevista a uma rádio, o prefeito de Guarapuava afirmou que o atentado poderia ter sido encomendado por inimigos políticos e insinuou que o deputado estadual Fernando Ribas Carli (PPB) estaria envolvido. Vitor Hugo Burko também havia encaminhado pedido de responsabilização criminal e eleitoral há poucos dias contra Ribas Carli. O deputado teria sido o responsável por panfletos difamatórios contra o prefeito, durante a última campanha eleitoral.
Ribas Carli nega as acusações e disse que pretende processar o prefeito de Guarapuava.
De acordo com o delegado Lino Lopes, a prisão de Dobek esclarecerá detalhes importantes sobre o atentado e a sua ligação com os demais crimes. O delegado insistiu que está descartada a hipótese de atentado político contra o prefeito de Guarapuava. ‘‘Até ontem (quarta-feira) eu tinha dúvidas; hoje não tenho mais: não houve envolvimento político.’’
Segundo Lopes, o número do telefone celular de Élcio Dobek aparecia várias vezes no aparelho encontrado nos veículos abandonados pelos ladrões, na madrugada de segunda-feira. Com a ajuda da companhia telefônica, a polícia conseguiu identificar o destino das chamadas e chegar ao suspeito, que mora no Jardim das Américas. Dobek está sendo considerado ponto de apoio do grupo que assaltou um posto de combustível e roubou um automóvel antes de disparar sete tiros contra a casa do prefeito.
O grupo de assaltantes teria vindo de Curitiba, trazidos por Dobek, que já cumpriu pena por roubo e é suspeito de ter participado de, pelo menos, quatro assaltos a ônibus de turismo na região.

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