Novo delator tinha crachá da Petrobras
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de junho de 2015
Agência Estado 
São Paulo - O lobista Milton Pascowitch, novo delator da Operação Lava Jato, tinha crachá da Petrobras de livre acesso ao Estaleiro Rio Grande (RS), onde participava de reuniões e acompanhava as construções dos cascos das primeiras plataformas brasileiras para uso nos campos do pré-sal, na Bacia de Santos.
Os contratos do estaleiro comprado, em 2010, pela Engevix Engenharia são alvos da nova etapa das investigações, que mira a reprodução do esquema de cartel e corrupção descoberto nas obras de refinarias em outros setores como a área naval e de plataformas.
O crachá foi apreendido pela Polícia Federal em buscas realizadas em maio nos endereços de empresas de Pascowitch, em São Paulo. O documento foi apresentado a um dos sócios da Engevix - empresa para quem o lobista é acusado de operar propina - Gerson de Mello Almada. Preso em maio pela Lava Jato e acusado de ser um dos operadores de propina via contatos na Diretoria de Serviços da Petrobras, Pascowitcht foi liberado na segunda-feira, para cumprir preventiva em regime domiciliar, monitorado por tornozeleiras eletrônicas. A medida faz parte de acordo de delação premiada fechado com o Ministério Público Federal.


