Novo comando da Assembléia fortalece governo
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sexta-feira, 02 de fevereiro de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A posse dos 54 deputados estaduais ontem, dentro de uma Assembléia Legislativa lotada, foi marcada pela definição de uma nova Mesa Executiva. O novo presidente do Legislativo, cujo mandato é de dois anos, é o deputado estadual Nelson Justus (PFL), amigo pessoal do governador Roberto Requião (PMDB), apesar de pertencer a uma legenda de oposição. A vitória do pefelista pode significar, portanto, o fortalecimento da base governista na Casa, composta por mais de 30 parlamentares. A chapa encabeçada por Justus, única inscrita, foi formada a partir de um acordo entre os líderes das siglas.
Dos outros oito integrantes da Mesa Executiva, dois peemedebistas também figuram em cargos considerados ''chave''. Os cargos de primeiro secretário e de primeiro vice-presidente, foram entregues respectivamente aos deputados Alexandre Curi e a Antônio Anibelli. Justus se lançou candidato à vaga logo no início das discussões sobre o assunto, no final do ano passado. Mas a sua candidatura só vingou porque o PMDB, sem consenso em torno de um nome da própria legenda, acabou desistindo da disputa.
Com exceção do PMDB, as demais legendas que compõem a Mesa Executiva - PT, PDT, PPS, PSDB, PP e PL - estão representadas por um único parlamentar. PTB e PSB, que conseguiram eleger dois parlamentares, cada um, não integrarão a Mesa. Nem PRB, PMN e PV, que no próximo mandato terão, cada um, apenas um parlamentar na Casa. O único novato na Mesa é o pepessista Felipe Lucas. Os demais integrantes foram reeleitos no pleito de outubro passado.
O fato da chapa não contemplar todas as siglas foi criticado ontem pelo deputado Jocelito Canto (PTB). ''Não está de acordo com o 'slogan' da chapa, 'fortalecendo o Legislativo'. Tem partido que não está representado e tem outro que está duas vezes representado'', reclamou o petebista, que foi vaiado por pessoas que acompanhavam a solenidade. Apesar disso, Canto votou favorável à chapa, assim como os demais parlamentares.
Ao fazer o juramento de posse, Canto foi novamente vaiado porque também aproveitou para criticar a atuação do Ministério Público (MP). Uma das autoridades presentes era o procurador-geral do MP, Milton Riquelme de Macedo. O petebista é alvo de uma denúncia feita pelo MP referente ao período em que estava à frente da Prefeitura de Ponta Grossa. Um policial militar cedido à administração do município, em 1998, teria atuado como seu segurança particular. O caso corre agora no Supremo Tribunal Federal (STF) e, se confirmada a sentença, Canto pode ter seu mandato cassado.
Justus tomou posse afirmando que fará uma gestão ''descentralizada''. ''Quero dividir as responsabilidades'', comentou. O novo presidente também prometeu ''modernizar'' o Legislativo. A instalação da TV Assembléia Legislativa e de um painel eletrônico para controlar a presença dos parlamentares também estão entre as promessas. Justus anunciou ainda a criação de um órgão para ajudar os parlamentares a elaborarem seus projetos de lei.


