Novo chefe de gabinete fala em 'mirar' ações para o centenário de Londrina
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Vitor Struck/Reportagem Local 

Nomeado para o lugar de Marcos Urbaneja como chefe de gabinete do prefeito Marcelo Belinati, conforme decreto publicado no Diário Oficial do município nesta semana, o jornalista, professor e ex-vereador Tadeu Felismino explicou à Folha quais vão ser as prioridades do governo a partir de agora. Considerada os "olhos" do prefeito na interlocução, principalmente, com o Poder Legislativo, a chefia de gabinete também exerce função importante na mediação das demandas de todas as secretarias com o chefe do Executivo.
De acordo com o novo homem de confiança de Belinati, a atuação do governo a partir de agora, quando a gestão já "fez a lição de casa", será focar em criar as condições ideais para que a administração municipal, em conjunto com a sociedade civil, possa "visualizar" a cidade para o seu 100º aniversário, em 2034.
"Ou seja, sinalizar para a sociedade que posicionamento nós queremos para Londrina quando ela completar 100 anos", afirma.
Este é o discurso que amplamente atende às demandas de representantes de entidades da sociedade civil organizada, em especial os setores empresarial, imobiliário e industrial. Dentre elas a falta de um chamado "Master Plan", um mapeamento atualizado de toda a Região Metropolitana de Londrina para facilitar a visualização das características, potencialidades e pontos fracos da região na atração de invetimento.
"Nós pretendemos que Londrina volte a ter destaque, protagonismo, só que dentro da nova economia, que é uma economia do conhecimento e não baseada nos fatores, anteriores, exclusivamente de matéria-prima. São o conhecimento e a capacidade criativa", pontua.
GARGALOS
No entanto, o próprio Plano de Mobilidade Urbana, demanda do Ministério das Cidades, deve avançar os primeiros meses de 2019 sem ser concluído, assim como outros gargalos como a ampliação da pista do aeroporto e a instalação do ILS (Sistema de pouso por instrumento), o que aguarda decisão judicial.
"Algumas coisas para a cidade poder protagonizar daqui a 15 anos, ela vai ter que resolver. Projetos na área ambiental envolvendo principalmente a bacia do rio Tibagi, e, como grande projeto, essa organização do ecossistema de inovação, um ativo espetacular", destaca.
Mas a gestão ainda precisa terminar de colocar a casa em ordem, o que depende, também, dos vereadores, com o projeto de reforma previdenciária na Caapsml, um "final feliz" para a situação crítica que se encontra a Sercomtel, e o Plano Diretor.
"Sabemos que na Câmara Municipal, e eu estive lá por dez anos, as pessoas podem divergir, podem ter dúvidas, discordar porque representam todos os segmentos da sociedade, mas sabemos que existe denominador comum que é um amor pela cidade, vontade de acertar e fazer com que a cidade atinga seus objetivos", avalia Felismino.
O jornalista foi vereador por dois mandatos, de 1983 a 1988, quando se reelegeu até 1992 pelo então PMDB. É mestre em comunicação pela Universidade Estadual de Londrina, onde é professor e atuou como Diretor de Inovação e Transferência de Tecnologia Iapar (Instituto Agronômico do Paraná).
MODERNIZAÇÃO
Já o ex-chefe de gabinete Marcos Urbaneja assumirá a coordenação do Programa de Modernização da Administração, o que ainda deve ser formalizado em um decreto do Executivo. O que já se sabe é que o programa contará com o apoio do Núcleo de Estudos da Gestão Pública, da UEL, e as prioridades devem ser implantar melhorias no sistema de informatização da Prefeitura no sentido de unificar a plataforma com a da Câmara Municipal de Londrina.


