Novo atentado em Belém
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2002
France Presse 
JerusalémUm palestino explodiu, ontem de manhã em uma colônia judaica de Belém, uma bomba que carregava e foi morto por um colono, informou a rádio pública israelense. O palestino acionou a bomba perto de um supermercado da colônia de Efrat. A explosão, aparentemente incompleta, deixou uma pessoa ferida e não matou seu autor. Um colono armado que estava no local matou-o à queima-roupa com um tiro na cabeça, precisou a rádio.
O ataque aconteceu quando o supermercado estava cheio de colonos que faziam suas compras na véspera do Shabbat, o dia de descanso semanal judeu.
Este ataque foi registrado um dia depois de um discurso do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, no qual afirmou que fará todo o possível para impedir uma escalada e um deslizamento para uma guerra total e jurou que não descansará até que os terroristas sejam vencidos.
Por sua vez, quinta-feira, o presidente Arafat reiterou seu pedido de 16 de dezembro passada para um cessar-fogo com Israel.
RetirdaO exército israelense se retirou ontem às posições que ocupava há uma semana em setores autônomos da Faixa de Gaza, conforme decisões adotadas na véspera durante uma reunião de segurança israelo-palestina, anunciou um comunicado militar. Participaram do encontro responsáveis da segurança de ambas as partes. A reunião foi realizada no centro de Israel sem a presença de representantes norte-americanos, diferente das anteriores.
Pressão árabeDiante do agravamento da situação no Oriente Médio, os países árabes exigiram que Israel pare com suas operações militares nos territórios palestinos, e que se dedique a buscar uma saída política, única solução para debloquear o conflito.
O presidente egípcio Hosni Mubarak, cujo país firmou a paz com Israel em 1979, pediu ao primeiro-ministro israelense Ariel Sharon o cessar das operações militares contra o povo palestino, num incomum telefonema entre os dois, por iniciativa de Sharon.
O presidente egípcio destacou a importância do cessar da violência para começar a trabalhar seriamente para conseguir uma solução pacífica.


